EDUCAÇÃO SUPERIOR E POVOS ORIGINÁRIOS NA FRONTEIRA FRANCO-BRASILEIRA CONTEMPORÂNEA:
UM OLHAR SOBRE A PRODUÇÃO EPISTÊMICA DO CURSO DE LICENCIATURA INTERCULTURAL INDÍGENA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAPÁ
DOI:
https://doi.org/10.22478/ufpb.1678-2593.2025v24n55.75170Palavras-chave:
Educação Indígena; Interculturalidade; Fronteira Franco-Brasileira; Formação de Professores.Resumo
Este artigo analisa os desafios e conquistas na implementação do direito à educação superior para povos indígenas na fronteira franco-brasileira, tomando como estudo de caso o Curso de Licenciatura Intercultural Indígena (CLII) da Universidade Federal do Amapá (UNIFAP). A partir de uma abordagem qualitativa, combinando análise documental institucional e revisão da produção acadêmica das primeiras turmas formadas, busca-se compreender como essa política educacional dialoga com as demandas políticas e epistemológicas dos povos originários. O texto discute as tensões entre o modelo universalista da educação estatal e os paradigmas cognitivos indígenas, problematizando o conceito de "interculturalidade" na formação docente. Metodologicamente, emprega-se análise de conteúdo de documentos oficiais, projetos pedagógicos e trabalhos acadêmicos produzidos pelos discentes, para mensurar os impactos do curso na atuação dos egressos em suas comunidades. Os resultados preliminares sugerem que, apesar dos avanços no reconhecimento do direito à diferença, persistem desafios na efetivação de uma educação superior que articule saberes ocidentais e indígenas de forma equitativa. O estudo contribui para o debate sobre políticas afirmativas na Amazônia, destacando a necessidade de maior autonomia indígena na construção de projetos pedagógicos que não apenas incluam, mas transformem epistemologicamente a universidade.
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