Relato de experiência no Grupo de Diálogo Universidade, Cárcere e Comunidade/ TJAM realizado no Centro de Detenção Penitenciário Feminino de Manaus-AM
relação dos marcadores sociais e a teoria do etiquetamento
DOI:
https://doi.org/10.22478/ufpb.1678-2593.2025v24n55.75207Palavras-chave:
Criminologia Crítica, Encarceramento Feminino, Labeling Approach, Seletividade Penal, Práticas HumanizadorasResumo
Este artigo tem por escopo apresentar um relato de experiência do Grupo de Diálogo Universidade, Cárcere e Comunidade (GDUCC), desenvolvido no Centro de Detenção Feminino (CDF) de Manaus-AM, sob coordenação da Escola Judicial do Tribunal de Justiça do Amazonas e da Liga dos/as Estagiários/as da Justiça. A proposta baseia-se na criminologia crítica, com destaque para a teoria do etiquetamento (labeling approach), cifra oculta e seletividade penal, a fim de analisar os efeitos simbólicos e práticos da rotulação de mulheres privadas de liberdade. A metodologia utilizada é bibliográfica, com análise qualitativa dos dados, complementada por relatos das atividades realizadas com as detentas, cuja experiência revelou que o encarceramento feminino ultrapassa os aspectos legais e estatísticos, envolvendo marcadores sociais como gênero, raça e classe. As dinâmicas do grupo permitiram identificar a desumanização institucional e o resgate de subjetividades apagadas pelo sistema penal, reforçando a importância de práticas de humanização e horizontalidade no enfrentamento das violências estruturais. Conclui-se que a atuação do GDUCC possibilita a construção de narrativas emancipatórias e o fortalecimento da escuta crítica e transformadora.
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