ANTÍGONA:
ENTRE ZAMBRANO E RICOEUR
DOI:
https://doi.org/10.7443/problemata.v17i1.78906Palavras-chave:
Antígona, Ricoeur, ZambranoResumo
Em Zambrano, Antígona é reinterpretada por meio da razão poética, rompendo com a tradição ao negar seu suicídio e enfatizar seu sacrifício como escolha consciente, vinculada à lei do amor e à constituição de uma nova consciência. Os objetivos do artigo são: evidenciar, em Zambrano, o caráter trágico como elemento formador, no qual sofrimento, expiação e responsabilidade revelam dimensões profundas da condição humana; expressar, em Ricœur, a tragédia sob uma perspectiva hermenêutica-fenomenológica, na qual Antígona desenvolve o caráter inevitável dos conflitos morais e contribui definitivamente para a formulação da sabedoria prática. Metodologicamente, o texto adota uma análise interpretativa de base filosófica, articulando leitura hermenêutica de textos clássicos e contemporâneos com reflexão conceitual, especialmente nos campos da ética e da existência. A investigação mobiliza categorias como conflito, deliberação e agonística humana. Conclui-se que Antígona constitui um pensamento filosófico que articula dimensões pedagógicas, éticas e existenciais, evidenciando que o ensino deve incorporar o conflito como elemento formativo. Além disso, a condição trágica aparece numa convergência entre Zambrano e Ricœur a qual revela a necessidade de uma ética deliberativa capaz de orientar a ação humana diante das tensões inerentes à vida.
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