ENSINO DE FILOSOFIA E EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS - EJA:
DESAFIOS E PERPECTIVAS PARA UM CAMINHO EMANCIPATÓRIO
DOI:
https://doi.org/10.7443/problemata.v17i2.79007Palavras-chave:
Ensino de Filosofia, Educação de Jovens e Adultos, EmancipaçãoResumo
O ensino de filosofia, na Educação de Jovens e Adultos – EJA, enfrenta desafios significativos, como por exemplo, à diversidade de faixas etárias, níveis variados de aprendizagens e trajetórias de vida marcada por uma invisibilidade que distancia estudantes jovens-adultos/as e adultos/as da sala de aula. Como também é possível o vislumbre de perspectivas para uma construção de pensamento emancipatório. Nesta direção, o objetivo geral, deste artigo, é compreender os principais desafios enfrentados no ensino de Filosofia dentro da Educação de Jovens e Adultos, como também perspectivas para um caminho emancipatório. A metodologia utilizada foi a revisão bibliográfica. Um dos principais desafios é o enfrentamento da disputa entre a visão mercadológica e a posição de sujeitos de direito dentro do próprio sistema escolar. O ensino de filosofia, quando praticado como uma atividade filosófica, de modo contextualizado, pode se transformar em um instrumento emancipatório na construção do pensamento conceitual. Para isso, um ensino dialogado com a vivência plural oferece pontes entre a historicidade da Filosofia e as realidades das turmas da EJA. A sensibilização para a vivência do/da estudante, acolhendo-o/a e envolvendo-o/a nas aulas, no sentido do pensamento questionador e emancipatório, se torna uma perspectiva para o ensino da filosofia na EJA. Com isso, faz-se imprescindível o investimento em formação continuada específica para professores/as, a adaptação dos materiais didáticos às realidades plurais e a valorização dessa disciplina dentro dos currículos escolares para a inclusão social e o exercício emancipatório enquanto cidadão e sujeito de direito e conhecimento transformador.
Downloads
Referências
BRASIL. MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR 3ª Versão. Brasília, 14 de dezembro de 2018. Disponível em:
http://basenacionalcomum.mec.gov.br/. Acesso em: 22 mar. 2019.
BRASIL. Lei Ordinária n. 11.684, de 03 de jun. de 2008. Altera o art. 36 da lei n° 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir a filosofia e a sociologia como disciplinas obrigatórias nos currículos do ensino médio. MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO - MEC . Brasília, p. 1-2, jun. 2008. Disponível em: http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/lei%2011.684-
2008?OpenDocument. Acesso em: 03 jan. 2018.
BRASIL. MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. Orientações curriculares para o ensino médio: Ciências humanas e suas tecnologias. Vol. 3. Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Básica, 2006.
BRASIL. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Diário Oficial da União: seção 1, Brasília, DF, 23 dez. 1996. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9394.htm. Acesso em: 05 ago. 2025.
BRASIL. Ministério da Educação. Conselho Nacional de Educação. Câmara de Educação Básica. Resolução CNE/CEB nº 1, de 5 de julho de 2000. Estabelece as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação de Jovens e Adultos. Diário Oficial da União: Seção 1, Brasília, DF, 10 ago. 2000. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/EJA.pdf. Acesso em: 05 ago. 2025.
CARVALHO, Flávio de. O Ensino de Filosofia: entre problemas epistemológicos e questões sociais. Revista Educação e Filosofia, Uberlândia, v. 38, 2024. Disponível em: https://seer.ufu.br/index.php/EducacaoFilosofia/article/view/68023/39510 Acesso em: 1 mar.2025.
CERLETTI, Alejandro. O ensino de filosofia como problema filosófico. Trad. de Ingrid Müller Xavier. Belo Horizonte: Autêntica editora, 2009.
CHAUÍ, Marilena de Souza. O Que é Ideologia. 2 Edição. São Paulo: Editora: Brasiliense, 2008. Disponível em: O Que É Ideologia M. Chauí. Acesso em 02.nov.2025
DELEUZE, Gilles; GUATTARI, Félix. O que é filosofia? Tradução Bento Prado Jr. e Alberto Alonso Muñoz. São Paulo: Editora 34, 2010.
DE SOTO, Hermando de. O Mistério do Capital. Por que o capitalismo dá certo nos países desenvolvidos e fracassa no resto do mundo? Rio de Janeiro: Ed. Record, 2001.
DUSSEL, Enrique. Caminhos da Libertação Latino-Americano III – Interpretação ético-teológico. São Paulo: Paulinas, 1984.
FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. 65. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2019.
FREIRE, Paulo; FAUNDEZ, Antonio. Por uma pedagogia da pergunta. Rio de Janeiro: Editora Paz e Terra, 1985.
MARQUES, Lúcio Álvaro. Em busca de uma filosofia brasileira. Veritas, Porto Alegre, v. 66, n. 1, p. 1-12, jan-dez. 2021.
RANCIÈRE, Jacques. O mestre ignorante: cinco lições sobre a emancipação intelectual. Trad. Líllian do Valle. 3.ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2015.
RODRIGUES, Valter Ferreira. Das filosofias errantes no ensino filosófico. In:
RODRIGUES, Valter Ferreira; CARVALHO, Flávio de (orgs.). Filosofia para não filósofos: perspectivas e itinerários para o ensino da filosofia – vol. 1. João Pessoa: Editora UFPB, 2021. Disponível em: https://www.editora.ufpb.br/sistema/press5/index.php/UFPB/catalog/view/829/953/8439 Acesso em: 1. mar.2025.
SANTOS, Thiago Ferreira. Panorama histórico da filosofia no Brasil: Da chegada dos jesuítas ao lugar da filosofia brasileira na atualidade. Revista Seara Filosófica, (12), 113-127, 2016.
SCHNORR, Giselle Moura; CUSTÓDIO, Luiza Aparecida Elias. Contribuições de Pesquisas Qualitativas em Ações Interculturais e Anticoloniais na Educação. Revista Cactácea. Decolonialidade antropofágica: quanto mais devemos progredir?, v. 4, n. 12, São Paulo, 2024. Disponível em: https://rft.ifsp.edu.br/ojs/index.php/revistacactacea/article/view/130/139 Acesso em: 1 mar. 2025.
SCHNORR, Giselle Moura; VALESE, Rui. Filosofia latino-americana e brasileira. Curitiba: Editora Intersaberes, 2019.
VELASCO, Patrícia Del Nero. O estatuto epistemológico do Ensino de Filosofia: uma discussão da área a partir de seus autores e autoras. Pro-Posições, Campinas, v. 33, e20200018, 2022. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/proposic/article/view/8671531 Acesso em: 1 mar. 2025.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Janaína Barbosa da Silva, Rosemary Marinho da Silva

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:
- Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Attribution que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.
- Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
- Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado (Veja O Efeito do Acesso Livre).