Avanços e tecnologias na alimentação de equinos

Ana Alix Mendes de Almeida Oliveira, Geane Maciel Pagliosa, Ligia Alves Salvador

Resumo


A alimentação de equinos deve priorizar o comportamento natural de um herbívoro não ruminante pastejador contínuo e seletivo que em condições selvagens ou semidomesticadas viviam em grupos, em solos não lixiviados, com pastagens naturais sem exigências de desenvolvimento precoce e altas performances atléticas. Com a domesticação e o desenvolvimento de centros de treinamento para atender o crescente mercado de competições e provas equestres, além do forte apelo comercial das rações industrializadas a relação de nutrientes fornecidos pelos concentrados chega a ser de 60% para 40% de volumoso em animais confinados em baias por mais de 12 horas. A pirâmide alimentar dos equinos deve retornar a base para o uso de volumosos, essa espécie herbívora deve ser alimentada para garantir a integridade do ceco e cólon, são inúmeras as vantagens do uso de fibras de boa qualidade tais como o fornecimento de energia advindo da digestão microbiana (ácidos graxos voláteis), otimização das rotas metabólicas e uso de energia para contração muscular (rotas preferenciais de lipólise e beta oxidação de ácidos graxos), equilíbrio de pH e integridade dos microrganismos fibrolíticos, produção de vitaminas do complexo B e K, garantia do “enchimento do ceco e cólon” com maior retenção de água e de eletrólitos e acima de tudo, as fibras exigem um maior número de mastigações com consequente produção salivar tamponante e preventiva de úlceras no estômago, essas mesmas mastigações simulam o pastejo natural e apresentam um efeito calmante nessa espécie. Hoje, os nutricionistas europeus estão pesquisando o uso de forrageiras de alto valor nutritivo para uso exclusivo em cavalos atletas de alto desempenho sem o uso de concentrados. As rações com alta disponibilidade e diferentes formas físicas de processamento e práticas alimentares que priorizam o tempo de consumo para evitar o ócio e as estereotipias em animais confinados são a prioridade e os desafios no avanço de trabalhos de comportamento alimentar e bem estar animal.

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DOI: https://doi.org/10.15528/rcpa.v1i2.45861

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