Interseção entre ficção e realidade no cinema brasileiro: uma análise fílmica da obra de Lúcia Murat
DOI:
https://doi.org/10.22478/ufpb.1807-8931.2025v21n4.73368Palavras-chave:
Cinema. Gênero. Documentário. Lúcia Murat.Resumo
Este artigo analisa a interseção entre cinema de ficção e realidade. Tendo como referência os estudos de Bill Nichols (2005), que afirma que todo filme é um documentário, o trabalho investiga como o cinema brasileiro incorpora elementos da realidade em obras ficcionais. Para isso, é feita uma análise da filmografia de Lúcia Murat e de seus filmes Que Bom te Ver Viva, Quase Dois Irmãos e A Memória que me Contam. O objetivo é entender como aspectos relevantes da vida da cineasta, suas experiências pessoais e o contexto histórico, especialmente a Ditadura Militar, nortearam a criação fílmica da diretora. As análises mostram que suas obras carregam marcas de memória e denúncia, transformando vivências individuais em narrativas coletivas. Conclui-se que o cinema de Murat colabora para preservar a memória histórica brasileira ao narrar como a perseguição, tortura e violação de direitos foram praticados pelo Regime Militar.



