Masculinidades em trânsito: a escola como espaço performativo de liberdade de gênero
DOI:
https://doi.org/10.22478/ufpb.1807-8931.2025v21n11.77114Palavras-chave:
Gênero. Masculinidades. Performatividade. Espaço escolar.Resumo
Este artigo analisa como o espaço escolar pode funcionar como território de liberdade de gênero, a partir das vivências de estudantes do gênero masculino em uma escola pública do Maranhão. Com abordagem qualitativa, fundamentada nos estudos pós-estruturalistas, mobiliza autores como Butler, Louro e Connell. Os dados foram produzidos por observação participante, diário de campo e entrevistas com alunos do ensino médio. A análise evidenciou que os estudantes expressam afetividade entre pares do mesmo gênero, por meio de abraços, beijos no rosto e proximidade corporal, sem imediata associação à homossexualidade. Tais práticas desafiam a masculinidade hegemônica e revelam fissuras nas normas que regulam o que é inteligível como “ser homem”. A escola se mostra contraditória: reproduz normas, mas também permite subjetividades dissidentes. Assim, o afeto torna-se gesto político que desestabiliza regimes de verdade sobre gênero e contribui para pensar experiências plurais de masculinidade.



