Masculinidades em trânsito: a escola como espaço performativo de liberdade de gênero

Autores

  • Arthur Furtado Bogéa

DOI:

https://doi.org/10.22478/ufpb.1807-8931.2025v21n11.77114

Palavras-chave:

Gênero. Masculinidades. Performatividade. Espaço escolar.

Resumo

Este artigo analisa como o espaço escolar pode funcionar como território de liberdade de gênero, a partir das vivências de estudantes do gênero masculino em uma escola pública do Maranhão. Com abordagem qualitativa, fundamentada nos estudos pós-estruturalistas, mobiliza autores como Butler, Louro e Connell. Os dados foram produzidos por observação participante, diário de campo e entrevistas com alunos do ensino médio. A análise evidenciou que os estudantes expressam afetividade entre pares do mesmo gênero, por meio de abraços, beijos no rosto e proximidade corporal, sem imediata associação à homossexualidade. Tais práticas desafiam a masculinidade hegemônica e revelam fissuras nas normas que regulam o que é inteligível como “ser homem”. A escola se mostra contraditória: reproduz normas, mas também permite subjetividades dissidentes. Assim, o afeto torna-se gesto político que desestabiliza regimes de verdade sobre gênero e contribui para pensar experiências plurais de masculinidade.

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Publicado

2025-11-22

Como Citar

Bogéa, A. F. (2025). Masculinidades em trânsito: a escola como espaço performativo de liberdade de gênero. Temática, 21(11), 32–47. https://doi.org/10.22478/ufpb.1807-8931.2025v21n11.77114

Edição

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