Vampiros, sangue e resistência: religiosidade afro-diaspórica, anticolonialidade e a metáfora do vampirismo em “Vampiros veganos” e “Pecadores”
DOI:
https://doi.org/10.22478/ufpb.1807-8931.2026v22n5.78778Palavras-chave:
Vampirismo. Religiosidade afro-brasileira. Linguagem. Rap. Cinema negro.Resumo
Este artigo propõe uma análise cruzada entre a canção Vampiros Veganos, de Thiago ElNiño, e o filme Pecadores, de Ryan Coogler, mobilizando a metáfora do vampirismo como chave crítica para denunciar a persistência do extrativismo racial e dos mecanismos de dominação forjados pela colonialidade. Ancorado nas epistemologias afrodiaspóricas e em abordagens anticoloniais, o estudo examina de que modo essas obras tensionam o imaginário hegemônico ao reconfigurar linguagem, espiritualidade negra e estética como formas de reexistência e insurgência simbólica. Com base na oralitura Martins (2003), investiga-se como arte, religiosidade afro-brasileira e produção cultural negra se entrelaçam na construção de outros regimes de sentido e modos de existir que desafiam a racionalidade eurocentrada e o monopólio ocidental da narrativa.



