“Caí numa cesárea”:

os “não-relatos” e as frustrações do parto enquanto projeto

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22478/ufpb.2447-9837.2026.n21.77336

Resumo

Neste artigo, buscamos entender por que certas experiências de parto não se tornam matéria de narrativas públicas, sugerindo também que há modelos que estruturam esses relatos. Propomos que estes “não” relatos são meios de as mulheres retomarem uma agência sobre suas histórias de um evento vivido com frustrações. Nesta análise, recorremos às emoções expressas nessas narrativas como meio para compreender dinâmicas sociais mais amplas tanto na relação com profissionais de saúde quanto com o ideário mais amplo da humanização do parto. A frustração, nesse contexto, emerge como uma emoção-chave quando a experiência real do parto se distancia da idealizada, remetendo à ideia do parto concebido como um projeto pessoal que envolve um expressivo investimento afetivo. A análise se baseia na observação e nas entrevistas com mulheres participantes de um grupo de grávidas e puérperas no WhatsApp.

Palavras-chave: Parto humanizado. Relato de parto. Redes sociais. Frustração.

Título da fotografia da capa: C-section. Autoria e ano de publicação: Helen Carmina Photography, 2015.

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Biografia do Autor

Mariana Amorim Fernandes Carvalho, UERJ

Mestre em Ciências Sociais - PPCIS/UERJ

Claudia Barcellos Rezende, UERJ

Doutora em Antropologia Social, London School of Economics e Professora Titular do Departamento
de Antropologia, UERJ.

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Publicado

2026-08-28

Como Citar

Amorim Fernandes Carvalho, M., & Barcellos Rezende, C. (2026). “Caí numa cesárea”:: os “não-relatos” e as frustrações do parto enquanto projeto. Áltera Revista De Antropologia, (21), 1–22. https://doi.org/10.22478/ufpb.2447-9837.2026.n21.77336