Saúde, doença e normatividade: uma abordagem filosófica
DOI:
https://doi.org/10.18012/arf.v12i3.77409Keywords:
Saúde, Filosofia da medicina, Medcina antigaAbstract
Este artigo aborda, a partir de uma perspectiva filosófico-histórica, o conceito de medicina, em contextos que abrangem dos antigos aos modernos e contemporâneos. Defende-se que a saúde não é uma condição estática ou universal, mas, antes de tudo, um fenômeno multidimensional e dinâmico, que abrange dimensões biológica, psicológica, social e cultural. Partindo das obras de Hipócrates, Avicena, AL-Razi, Claude Bernard, Friedrich Niestzsche, Canguilhem, além de outros, a pesquisa destaca a variedade de significados para a saúde – a exemplo da diversidade e da harmonia na medicina antiga ao mecanicismo e ao reducionismo na ciência moderna, assim como a normatividade e a adaptabilidade na filosofia contemporânea. A pesquisa revela que a saúde e a doença não constituem contraposições lógicas; antes, mostram variações próprias da vida, exibindo tanto a fragilidade quanto a resiliência do exisitr humano. Dentro de um quadro referencial ampliado, a pesquisa revela o significado ético da saúde e uma certa inseparabilidade de valores culturais, além de visões variadas do que seria uma vida boa.
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