Maternidade, trabalho e exploração da terra: uma leitura de A árvore mais sozinha do mundo
DOI:
https://doi.org/10.22478/ufpb.1887-8214.2026v41n1.78791Palabras clave:
Maternidade, Trabalho, Exaustão da terra, Mariana Salomão CarraraResumen
O presente artigo propõe uma análise crítica do romance A Árvore mais sozinha do mundo, da escritora Mariana Salomão Carrara, a partir das categorias da maternidade, do trabalho e da exaustão da terra, e como essas são inseridas na lógica do capital na sociedade contemporânea. O romance em tela provoca uma reflexão de urgência para pensar sobre as relações entre humanos e não humanos em um mundo em colapso. Nesse âmbito, observa-se como a estrutura intertextual entre o dentro e o fora da ficção acionam mecanismos presentes no contemporâneo, como os hiperobjetos que modificam continuamente a vida na Terra. Diante disso, trazemos para a discussão as contribuições de Achille Mbembe (2025) ao pensar sobre uma reorganização da comunidade terrestre; o debate pela perspectiva feminista de Silvia Federici (2022) e Cristina Stevens (2005), entre outras, sobre a maternidade e o trabalho atravessados pelo gênero; além das considerações de Graham Allen (2000), Greta Gaard (2017), Alaimo (2017) e Timothy Morton (2023) no que tangem o pensamento ecológico, o ecofeminismo e o seu campo intertextual.

