QUEM TEM MEDO DO TERRITÓRIO?
ESTAR VIVO À REVELIA DO MUNDO
DOI:
https://doi.org/10.22478/ufpb.1887-8214.2026v4n1.78672Abstract
Esta escrita se constitui através de inquietações acerca das produções de cuidado no contexto da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) atravessada pelo processo de Contrarreforma Psiquiátrica. Compartilhamos uma cena, registrada em diário de campo construído durante a inserção em um programa de Residência Integrada Multiprofissional em Saúde Mental de uma universidade do Rio Grande do Sul, como dispositivo disparador para, através das pistas da cartografia, percorrer sentidos sobre a produção de cuidado e a fragilização da rede substitutiva. Durante este percurso, analisamos como a centralização dos serviços, o desinvestimento na RAPS e a reativação de lógicas coloniais e manicomiais produzem furos na rede, frequentemente preenchidos por dispositivos de controle e punição. Sustentamos que o território, longe de mero espaço físico, constitui plano existencial e político fundamental à produção do cuidado, e que a luta antimanicomial é, também, luta anticolonial, antirracista.
Palavras-chave: Rede de Atenção Psicossocial; Luta anticolonial e antirracista; território.
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