QUEM TEM MEDO DO TERRITÓRIO?

ESTAR VIVO À REVELIA DO MUNDO

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22478/ufpb.1887-8214.2026v4n1.78672

Resumo

Esta escrita se constitui através de inquietações acerca das produções de cuidado no contexto da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) atravessada pelo processo de Contrarreforma Psiquiátrica. Compartilhamos uma cena, registrada em diário de campo construído durante a inserção em um programa de Residência Integrada Multiprofissional em Saúde Mental de uma universidade do Rio Grande do Sul, como dispositivo disparador para, através das pistas da cartografia, percorrer sentidos sobre a produção de cuidado e a fragilização da rede substitutiva. Durante este percurso, analisamos como a centralização dos serviços, o desinvestimento na RAPS e a reativação de lógicas coloniais e manicomiais produzem furos na rede, frequentemente preenchidos por dispositivos de controle e punição. Sustentamos que o território, longe de mero espaço físico, constitui plano existencial e político fundamental à produção do cuidado, e que a luta antimanicomial é, também, luta anticolonial, antirracista.

Palavras-chave: Rede de Atenção Psicossocial; Luta anticolonial e antirracista; território.

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Biografia do Autor

Cristiane Knijnik, UNISINOS

Doutorado. Psicologia. Universidade Federal Fluminense (UFF). Professora no curso de psicologia –
Universidade do Vale do Rio dos Sinos. (UNISINOS). E-mail: cristianeknijnik@unisinos.br. ORCID:
0009-0000-37616368.

Julia Fraga, UNISINOS

outora em Psicologia pela Universidade Federal Fluminense (2015). Possui graduação em Psicologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2002), especialização em Intervenção Social em Saúde Mental (2006) pela Universidade de Rovira i Virgili (Espanha) e mestrado em Psicologia pela Universidade Federal Fluminense (2009). Realizou Residência Integrada em Saúde Mental Coletiva na Escola de Saúde Pública do Rio Grande do Sul. Tem experiência na área da Psicologia com ênfase em Psicologia Social, atuando principalmente nos seguintes temas: políticas públicas/saúde mental e reforma psiquiátrica. Professora da graduação em psicologia e da Residência Integrada em Saúde Mental Coletiva na UNISINOS.

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Publicado

06/30/2026

Como Citar

KNIJNIK, Cristiane; FRAGA, Júlia. QUEM TEM MEDO DO TERRITÓRIO? ESTAR VIVO À REVELIA DO MUNDO. Direitos Humanos e Transdisciplinaridade, [S. l.], v. 4, n. 1, p. 31–63, 2026. DOI: 10.22478/ufpb.1887-8214.2026v4n1.78672. Disponível em: https://periodicos.ufpb.br/index.php/dht/article/view/78672. Acesso em: 14 jul. 2026.