“A Rosa Branca”: Contribuições da tradução para a difusão de fontes sobre a resistência antinazista

  • Tinka REICHMANN USP
  • Anna Carolina SCHÄFER USP/FAPESP
  • Janaina Lopes SALGADO USP
Palavras-chave: A Rosa Branca, memória, fontes históricas, tradução documental

Resumo

O presente artigo tem por objetivo ressaltar a importância da tradução para a difusão de fontes relacionadas ao grupo A Rosa Branca e, consequentemente, para a divulgação do tema “resistência alemã ao nacional-socialismo” em contexto brasileiro. O foco recairá sobre três grupos de fontes, referentes às três partes em que se estrutura o artigo: o livro A Rosa Branca de Inge Scholl, os protocolos dos interrogatórios de Hans e Sophie Scholl e textos que documentam o processo que levou à anulação de sentenças nacional-socialistas. Serão abordados, entre outros aspectos, a recepção do livro de Inge Scholl no Brasil e algumas decisões de tradução concretas, tomadas com vistas a produzir uma tradução documental (cf. NORD, 2009), a qual evidenciou a relevância de uma abordagem interdisciplinar e de uma análise minuciosa dos textos de partida.

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Publicado
2016-12-20
Como Citar
REICHMANN, T.; SCHÄFER, A. C.; SALGADO, J. L. “A Rosa Branca”: Contribuições da tradução para a difusão de fontes sobre a resistência antinazista. Revista Graphos, v. 18, n. 2, p. 68-88, 20 dez. 2016.