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Chamada: Vol. 22, nº 3, setembro-dezembro/2020 - DOSSIÊ: IDADE MÉDIA - PERSPECTIVAS MULTIDIMENSIONAIS

2020-05-14

O presente dossiê da Revista Graphos propõe discutir as multidimensionalidades do período medieval invisibilizadas pela historiografia tradicional, considerando sobretudo a espacialidade, a temporalidade e as relações de gênero. Com foco na articulação com o literário, o dossiê buscará debater acerca da importância da noção de decolonialidade para os estudos medievais, no sentido de desconstruir preconceitos oriundos da retórica da modernidade/colonialidade, de base patriarcal, racista e escriptocêntrica. A chamada pretende, dessa forma, trazer ao centro das discussões pesquisas que promovam em seu bojo um deslocamento por meio da abordagem de uma das três dimensões referidas. Na dimensão espacial, serão priorizadas contribuições que contemplem autores, autoras e/ou obras pertencentes a outros espaços não europeus. Em relação à dimensão temporal, busca-se pensar a permanência de elementos medievais presentes na produção de outros períodos históricos, como é o caso do movimento neotrovadoresco no século XX, ou ainda a ideia de uma Longa Idade Média, como propôs Jacques Le Goff. E, no que tange à dimensão de gênero, interessa ao debate a visibilização dos ricos e variados escritos de mulheres nos diversos campos do conhecimento e seu alcance no período medieval e para além dele. Em suma, o dossiê pretende atrair contribuições voltadas para a produção, temáticas ou tropos que ficaram à margem do cânone da História da Literatura Ocidental no que diz respeito ao período medieval.

Organizadores: Guilherme Queiroz de Souza (Universidade Federal da Paraíba, Brasil); Luciana Eleonora de Freitas Calado Deplagne (Universidade Federal da Paraíba, Brasil); Ria Lemaire (Universidade de Poitiers, França).

Prazo para envio de submissões: 31 de julho de 2020.

Appel à contributions : V. 22, nº 3, septembre-décembre/2020 - DOSSIER : MOYEN ÂGE - PERSPECTIVES MULTIDIMENSIONNELLES

Le dossier Moyen Âge : perspectives multidimensionnelles de la revue GRAPHOS discutera la multidimensionnalité de la période médiévale à partir des dimensions spatiales, temporelles et de genre, ignorées par l’historiographie conventionnelle. En focalisant ces thèmes dans leurs articulations littéraires, les contributions montreront, à travers la déconstruction de préjugés propres à la rhétorique de la modernité/colonialité patriarcale, raciste et scriptocentrique, l’importance de la notion de décolonialité pour les études de l’époque médiévale. Les organisateurs invitent les chercheurs à soumettre des recherches qui amènent ce changement de perspective grâce à une approche focalisée sur une de ces trois dimensions. Par rapport à la dimension spatiale, priorité sera donnée à des auteur(e)s et/ou œuvres non-européennes. Quant à la dimension temporelle, l’intérêt portera sur des textes qui élaborent des éléments médiévaux dans d’autres périodes historiques, tels que ceux du mouvement néo-trovadoresque du XX siècle ou appartenant à ce Long Moyen Age proposé par Jacques Le Goff. Et pour ce qui est de la dimension de genre, l’objectif est de rendre visible la richesse et la variété des écrits de femmes dans les divers champs de la connaissance, aussi bien que leur impact au Moyen Age et au-delà. En résumé, le dossier a pour but de réunir des contributions qui apportent des auteurs, œuvres, thèmes, tropes… mediévaux qui ont été exclus du canon de la littérature médiévale par l’historiographie occidentale.

Organisateurs : Guilherme Queiroz de Souza (Université Fédérale de Paraíba, Brésil) ; Luciana Eleonora de Freitas Calado Deplagne (Université Fédérale de Paraíba, Brésil) ; Ria Lemaire (Université de Poitiers, France).

Date limite pour la soumission de textes : le 31 juillet 2020.

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Edição Atual

v. 21 n. 3 (2019): VIDAS ESCRITAS: AUTOBIOGRAFIAS, MEMÓRIAS, DIÁRIOS, AUTOFICÇÕES, ROMANCES AUTOBIOGRÁFICOS, TESTEMUNHOS, HISTÓRIAS DE VIDA E BIOGRAFIAS

A partir dos anos sessenta do século passado, e especialmente dos anos de 1970, o estudo teórico e crítico da autobiografia experimentou um notável avanço nas literaturas ocidentais, concomitantemente ao crescente apreço que os leitores e autores demonstraram por esse gênero literário. Até então, havia sido um gênero subestimado (com exceção dos clássicos), que recebia apenas valor histórico e testemunhal. A ausência de uma definição específica e a falta de reconhecimento literário convertiam a autobiografia em uma “miscelânea”, em que se juntavam as obras estritamente autobiográficas com qualquer romance, poema ou drama que tinha, ou parecia ter, um conteúdo auto/biográfico. Felizmente isso mudou no último terço do século passado, quando, no âmbito anglo-saxão e, especialmente, na França, o estudo da autobiografia despertou uma atenção crítica e teórica. Apareceram os trabalhos de James Olney, John Paul Eakin, Georges Gusdorf e Philippe Lejeune, entre outros, e começou-se a reivindicar a “literariedade” do gênero, colocando-o ao mesmo nível que os demais gêneros de ficção. O empenho se destinava à especificidade da autobiografia, que a tornava única e diferente em relação a outros registros literários. Nesse sentido, Philippe Lejeune e seu “pacto autobiográfico” representaram uma contribuição decisiva. Assim, o dossiê “Vidas escritas: autobiografias, memórias, diários, autoficções, romances autobiográficos, testemunhos, histórias de vida e biografias” contribuirá para a pesquisa das “escritas de si” através da divulgação de trabalhos no campo da literatura auto/biográfica.

Publicado: 2020-01-30

Apresentação

Artigos do Dossiê

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A REVISTA GRAPHOS é uma publicação do PPGL - Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade Federal da Paraíba. Divulga, desde o ano de 1995, artigos inéditos de pesquisadores brasileiros ou estrangeiros, nas áreas de Literatura e Cultura, Teoria e Tradução. A partir de 2004, passou a ter periodicidade semestral. A GRAPHOS está avaliada pela CAPES com o índice Qualis B2