Do narrador: inação e transitoriedade nas narrativas contemporâneas
Resumo
Na contemporaneidade, a transitoriedade que povoa algumas narrativas remete à introspecção e à anulação da identidade das personagens. Um sujeito cindido a partir do discurso referencia o narrador moderno, que à deriva, se perde na precariedade da objetividade. O deslocamento do narrador – verificado na essencialização do verbo – retira a sua onipotência e a realidade lhe impõe um mundo de imagens no qual a subjetividade não é reconhecida como imanente a partir do texto. Tendo como suporte a sociocrítica, conjeturamos sobre essas assertivas no conto -O cego e a dançarina-, de João Gilberto Noll, que projeta na imagética um redimensionamento do discurso na literatura contemporânea, refratando no narrador os reflexos das tensões existentes no mundo moderno.PALAVRAS-CHAVE: narrador; narrativas contemporâneas; sociocrítica.Downloads
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Publicado
01.06.2007
Como Citar
PEREIRA, João Batista. Do narrador: inação e transitoriedade nas narrativas contemporâneas. Revista Graphos, [S. l.], v. 9, n. 2, 2007. Disponível em: https://periodicos.ufpb.br/index.php/graphos/article/view/4665. Acesso em: 2 jun. 2026.
Edição
Seção
Artigos do Dossiê



