O FENÔMENO DAS GUERRAS ATUAIS:
QUANDO A FORÇA E O EGOÍSMO PREVALECEM SOBRE A DIPLOMACIA
DOI:
https://doi.org/10.7443/problemata.v16i4.73399Palavras-chave:
Guerra, Diplomacia, Razão pública, Miséria, Cooperação internacionalResumo
Por que a guerra? Este questionamento orienta a análise do fenômeno das guerras atuais, investigando as razões para a persistência de conflitos armados num mundo com ferramentas de negociação e cooperação. O artigo “O Fenômeno das Guerras Atuais: Quando a Força e o Egoísmo Prevalecem sobre a Diplomacia” explora como a força militar se sobrepõe à diplomacia, resultando em graves violações de direitos humanos e devastação, como no conflito entre Rússia e Ucrânia. Além disso, aborda a má governação e corrupção em África, que não são falhas apenas internas, mas refletem um sistema global que se beneficia da desordem para a exploração dos recursos naturais africanos. A incapacidade da comunidade internacional de aplicar pressão efetiva perpetua a miséria. O contraste entre a resposta urgente à COVID-19 e a falta de ação contra a miséria e corrupção, que continuam a afetar milhões de pessoas, evidencia desigualdade nas prioridades globais. Fundamentado em Hobbes, Rawls e Kant, o artigo propõe que a substituição da força pela diplomacia, baseada na ética e justiça social, poderia alcançar a paz duradoura. A superação da guerra dependerá de mudanças éticas nos líderes e na sociedade, promovendo convivência pacífica.
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