CUIDANDO DO PATRIMÔNIO DA COROA: AS CONTAS DA CÂMARA MUNICIPAL DE OLINDA NA SEGUNDA METADE DO SÉCULO XVII E NA PRIMEIRA METADE DO SÉCULO XVIII

Autores

  • Breno Vaz Lisboa

Resumo

Às câmaras municipais do Império português competia, entre outras coisas, gerir o patrimônio da Coroa em suas colônias. Formavam assim de variadas formas as suas rendas com o objetivo de dar conta das suas obrigações financeiras. Este artigo se dedica a estudar a atuação da Câmara de Olinda nas questões econômicas do município e da capitania a partir da análise das receitas e despesas da câmara, sobretudo das suas despesas, pois esta se mostra mais evidente na documentação. Percebe-se que, assim como em outras câmaras, em Olinda havia razoável dificuldade em se dar conta das despesas da câmara e equilibrar suas rendas. Nota-se também o quanto volumosas eram as despesas da câmara, entre outros motivos, por Olinda ser a cabeça da capitania e administrar um série de impostos em nome da Coroa. Neste caso verificamos as negociações entre a câmara e a Coroa, onde em Olinda se busca a melhor forma de sanar os problemas econômicos da edilidade. Observa-se também, a partir do depoimento de oficiais régios, as irregularidades presentes na gestão dos recursos da câmara e as ações da Coroa no sentido de conter os abusos e disciplinar a gestão do seu patrimônio e evitar danos e prejuízos aos interesses econômicos da Coroa nas suas terras americanas.

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Publicado

2013-12-31

Como Citar

LISBOA, B. V. CUIDANDO DO PATRIMÔNIO DA COROA: AS CONTAS DA CÂMARA MUNICIPAL DE OLINDA NA SEGUNDA METADE DO SÉCULO XVII E NA PRIMEIRA METADE DO SÉCULO XVIII. Sæculum – Revista de História, [S. l.], n. 29, 2013. Disponível em: https://periodicos.ufpb.br/index.php/srh/article/view/19831. Acesso em: 17 jan. 2022.