A IMAGÉTICA INQUISITORIAL: RELIGIÃO, REPRESENTAÇÕES E PODER

  • Geraldo Pieroni
Palavras-chave: Iconografia, Inquisição, Relações de Poder.

Resumo

O imaginário religioso suscita especial interesse aos pesquisadores dedicados à Inquisição. Os historiadores reconhecem que a Iconografia enquanto disciplina que estuda sistematicamente as questões em torno do conteúdo das obras de arte, pode trazer novas contribuições aos métodos históricos. Entre os principais domínios dos estudos imagísticos, evidenciamos a identificação das fontes de inspiração para a imagem, a análise da contaminação das formas e das insígnias provenientes de outros contextos, a busca dos significados simbólicos, profundos e intrínsecos, da própria imagem (sendo este nível de leitura mais adequadamente denominado de Iconologia). Objetivamos examinar algumas das representações iconográficas da Inquisição inseridas no contexto histórico-cultural que as produziram. Nos ícones verificados afloram múltiplos significados, individuais e coletivos, impregnados de poderes. Os seus criadores tinham suas próprias intenções e mensagens que nos casos estudados neste artigo fazem parte de um programa pedagógico propenso ao convencimento e a propaganda das razões do poder instituído. O nosso olhar se debruça sobre a Península Ibérica durante o Antigo Regime, mais precisamente nos séculos XVI e XVII: tempos nos quais o Trono e o Altar formava um só poder. Estado e Igreja unidos para combater o mundo da heterodoxia.

Biografia do Autor

Geraldo Pieroni
Doutor em História pelo Institut de Recherches sur les Civilisations de l’Occident Moderne, Université Paris-Sorbonne (Paris IV) e especialista na história do degredo inquisitorial. Docente da Pós-Graduação em Comunicação e Linguagem da Universidade Tuiuti do Paraná.
Publicado
2014-06-30
Como Citar
PIERONI, G. A IMAGÉTICA INQUISITORIAL: RELIGIÃO, REPRESENTAÇÕES E PODER. Sæculum – Revista de História, n. 30, 30 jun. 2014.
Seção
Dossiê: História e História das Religiões