A HERMENÊUTICA DA CONVERSÃO OBRIGATÓRIA E SEUS IMPACTOS IDENTITÁRIOS

  • Renata Rozental Sancovsky
Palavras-chave: Espanha, Cristãos Novos, Idade Média.

Resumo

A História Social dos conversos, na Espanha, foi exaustivamente estudada pelos principais historiadores hispanistas em função do estabelecimento do Tribunal do Santo Ofício da Inquisição. É certo pensar que os massacres, de 1391, na Espanha, e a conversão forçada dos judeus ao catolicismo, em Portugal (1497), foram responsáveis pela criação de uma verdadeira “cultura do segredo” entre as vítimas das perseguições que, batizadas à força, passaram a ser chamadas pelo governo e pela população de “cristãos-novos”. Entretanto, é curioso constatar que grande parte dos historiadores pouco se refere à trágica existência desses grupos em épocas anteriores aos séculos XIV e XVI. Se a construção do converso – como ser socialmente efêmero, paradoxal, indefinido e deslocado – é um fenômeno sabidamente medieval, porém são escassas e lacunares as análises sobre as implicâncias das conversões judaicas no Reino Visigodo do século VII d.C., onde efetivamente surgiu, pela primeira vez na História do Mediterrâneo, o problema marrano.

Biografia do Autor

Renata Rozental Sancovsky
Doutora em História Social pela Universidade de São Paulo. Realizou estudos pós-doutorais em Arqueologia pelo Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Professora Adjunta do Departamento e do Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro.
Publicado
2014-06-30
Como Citar
SANCOVSKY, R. R. A HERMENÊUTICA DA CONVERSÃO OBRIGATÓRIA E SEUS IMPACTOS IDENTITÁRIOS. Sæculum – Revista de História, n. 30, 30 jun. 2014.
Seção
Dossiê: História e História das Religiões