O CONTRATO HISTÓRICO CONTRA O DIREITO NATURAL: A CRÍTICA À REVOLUÇÃO FRANCESA E O NASCIMENTO DO CONSERVADORISMO MODERNO NA OBRA DE EDMUND BURKE

Autores

  • Paulo Henrique Paschoeto Cassimiro UERJ

Palavras-chave:

Revolução, Direitos Naturais, Conservadorismo.

Resumo

O presente ensaio pretende tratar do problema da crítica à ideia de estado de natureza e de direitos naturais realizada por Edmund Burke. Procuraremos demonstrar como a crítica aos conceitos fundamentais que orientam a reflexão sobre a ordem social e política dos iluministas e dos autores sob sua influência percorre toda a obra de Burke, desde seu primeiro escrito político, Vindication on Natural Society até os últimos escritos contra a Revolução Francesa. Burke reconhece na classe pensante emergente, no racionalismo abstrato e universalista daquilo que ele chama de política “metafísica”, o prenúncio da crise que se imporia sobre os conceitos que fundamentavam a ordem social e política existente. A partir de uma defesa das instituições e das tradições britânicas, concretizadas na Constituição e, especialmente, no Bill of Rights, Burke produz uma interpretação da política que utilizará a história para combater a filosofia política do direito natural.

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Biografia do Autor

Paulo Henrique Paschoeto Cassimiro, UERJ

Doutorando em Ciência Política pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

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Publicado

2015-12-31

Como Citar

CASSIMIRO, P. H. P. O CONTRATO HISTÓRICO CONTRA O DIREITO NATURAL: A CRÍTICA À REVOLUÇÃO FRANCESA E O NASCIMENTO DO CONSERVADORISMO MODERNO NA OBRA DE EDMUND BURKE. Sæculum – Revista de História, [S. l.], n. 33, p. 375–394, 2015. Disponível em: https://periodicos.ufpb.br/index.php/srh/article/view/27732. Acesso em: 16 jan. 2022.