"A guerra não acabou": a escrita e a disputa do passado sobre a luta armada no Araguaia através das memórias dos militares
DOI:
https://doi.org/10.22478/ufpb.2317-6725.2018v39n39.36868Palavras-chave:
Disputa pelo passado, Militares, LivrosResumo
O presente artigo faz uma reflexão acerca da construção das memórias dos militares que atuaram de forma direta e/ou indireta no conflito armado no Araguaia na década de 1970. Conflito este nomeado tanto pelas esquerdas quanto pelos militares como “Guerrilha do Araguaia”. Através da publicação de livros, alguns militares vêm tornando pública as suas versões para esse acontecimento da história contemporânea do Brasil, e, com essa prática, provocando uma disputa em torno das memórias desse conflito que envolveu diversos sujeitos: militantes do Partido Comunista do Brasil (PC do B), militares e moradores da região. Nesse sentido, partimos da ideia que embora a guerra tenha sido concluída no final de 1974, a construção de suas memórias, em especial, através da escrita e publicação de livros, tem evidenciado uma continuidade dessa guerra, não mais pelas armas, mas através das narrativas constantes nesses livros até os dias atuais. O artigo busca discutir as disputas pelo passado da luta armada no Araguaia a partir da narrativa de três obras, escritas e publicadas por militares nos anos 2000.Downloads
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Publicado
2018-12-17
Como Citar
SILVA, W. S. da. "A guerra não acabou": a escrita e a disputa do passado sobre a luta armada no Araguaia através das memórias dos militares. Sæculum - Revista de História, [S. l.], n. 39 (jul./dez.), p. 279–294, 2018. DOI: 10.22478/ufpb.2317-6725.2018v39n39.36868. Disponível em: https://periodicos.ufpb.br/index.php/srh/article/view/36868. Acesso em: 19 nov. 2024.
Edição
Seção
Dossiê: As ditaduras militares no Brasil e no Cone Sul: História, Historiografia e Memória