Tradição disciplinar e o desafio de construir currículos: recepções à BNCC para o componente de história

Autores

  • João Maurício Gomes Neto Universidade Federal de Rondônia

DOI:

https://doi.org/10.22478/ufpb.2317-6725.2019v0n40.42434

Palavras-chave:

Ensino de história, BNCC de história, Colonialidade.

Resumo

O presente artigo trata da primeira Base Nacional Comum Curricular/BNCC, área de História e da recepção desta frente a entidades de representação profissional. Neste sentido, objetiva mapear parte das críticas formuladas ao documento, por meio de manifestações públicas e compreender em que sentido elas dialogam com as concepções projetadas para o ensino de história na educação básica. Ao centrar-se na recepção da versão inicial da Base, depois alterada em sua quase totalidade, a intenção é compreender parte dos motivos que levaram a reafirmação de um currículo calcado na centralidade dos conteúdos e na perspectiva de sua organização quadripartite, em cronologia linear. Ao recorrer a conceitos de colonialidade do poder e do saber para pensar a questão, a hipótese norteadora da investigação é de que tal escolha evidencia, principalmente, dois elementos: por um lado, a historicidade da organização curricular do componente de história no país, a despeito de todas as críticas e questionamentos sofridos, inclusive por aqueles que a mantém como tal nos cursos de formação de professores desta área nas universidades; e por outro, interesses vinculados às diversas subáreas que a divisão quadripartite da história acabou por criá-los e difundi-los.

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Biografia do Autor

João Maurício Gomes Neto, Universidade Federal de Rondônia

Professor do Departamento de História da Universidade Federal de Rondônia - UNIR, campus de Rolim de Moura - RO e doutorando no Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" - Unesp/Franca. Possui graduação (2007) e mestrado (2010) em História pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte/UFRN. Atuou como avaliador/parecerista do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD), área de História, entre os anos de 2012 e 2016. Como docente, tem atuado nas áreas de História Moderna e Contemporânea. Tem interesse e orienta investigações nos seguintes temas: memória, migração, sociabilidades, patrimônio cultural e identidades. Atualmente, desenvolve projeto de pesquisa na área de História, com ênfase na reflexão sobre a historiografia das "narrativas de progresso" na Amazônia Ocidental, a partir do processo de colonização do estado de Rondônia.

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Publicado

2019-07-06

Como Citar

GOMES NETO, J. M. Tradição disciplinar e o desafio de construir currículos: recepções à BNCC para o componente de história. Saeculum, [S. l.], n. 40, p. 351–376, 2019. DOI: 10.22478/ufpb.2317-6725.2019v0n40.42434. Disponível em: https://periodicos.ufpb.br/index.php/srh/article/view/42434. Acesso em: 18 jun. 2024.