Poderes disseminados, fazeres transformadores: Mulheres que ressignificaram espaços

Resumo

Discutimos neste artigo a atuação da filósofa Maria da Conceição Adjucto Botelho e da enfermeira e nutricionista Firmina Santana, nascidas em famílias tradicionais da cidade de Paracatu, Minas Gerais, entre o final do século XIX e o início do XX. Essas mulheres não militaram em movimentos feministas, mas se beneficiaram das oportunidades de educação e expressão abertas por eles. Buscamos contribuir para a desconstrução da pretensa submissão da mulher, utilizando as concepções foucaultianas de poder para analisar atuações femininas que endossam uma história menos linear, revelam tensões e acomodações e que apresentam outras formas de existência. Sem transgredir normas, essas mulheres ressignificaram seus espaços de atuação.

Biografia do Autor

Cláudia Maia, Universidade Estadual de Montes Claros - Unimontes
Pós-doutora em História pela Universidade Nova de Lisboa. Doutora em História pela UnB. Professora do Programa de Pós-graduação em História da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes); líder do Grupo de Pesquisa Gênero e Violência; investigadora colaboradora do Centro Interdisciplinar de ciências Sociais da Universidade Nova de Lisboa (CICS.Nova.). Bolsista de produtividade da FAPEMIG.
Helen Ulhôa Pimentel, Universidade Estadual de Montes Claros

Doutora em História pela UnB, com estágio na Universidade de Coimbra. Professora aposentada da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), onde atuou na graduação e no Programa de Pós-graduação em História. Pesquisadora do Grupo de Pesquisa Gênero e Violência (CNPq); presidente da Academia de Letras do Noroeste de Minas Gerais.

Publicado
2019-12-15
Como Citar
MAIA, C.; PIMENTEL, H. U. Poderes disseminados, fazeres transformadores: Mulheres que ressignificaram espaços. Sæculum – Revista de História, v. 24, n. 41, p. 217-235, 15 dez. 2019.
Seção
Dossiê: Mulheres, gênero e sertanidades