A memória em trânsito: Uma leitura da Via Sacra enquanto construção coletiva

  • Renata Cristina de Sousa Nascimento Universidade Federal de Goiás

Resumo

Tendo por guia a obra de Maurice Halbwachs “La topographie légendaire des évangiles en Terre Sainte”, pretendo discutir a constituição dos lugares-memória do cristianismo, dando destaque à Via Sacra. Revisitando estes lugares o passado se reatualiza na memória coletiva, fortalecendo a religião cristã. A tradição presente nestes espaços fundantes é a base do cenário histórico -religioso, que foi e é constantemente revivido em diversas regiões. A via-crucis é exemplo claro desta rememoração intensa, estando presente também no imaginário religioso e artístico brasileiro. As representações artísticas da Via Sacra contribuem para o fortalecimento do patrimônio simbólico, e são elementos fundamentais na reinvenção de uma toponímia sagrada. O objetivo deste artigo é apresentar alguns elementos desta tradição em consonância com o conceito de memória coletiva. Na tradição cristã lugares, imagens e objetos serviram como elementos de “reevocação” de um passado memorável, que se desejava perpetuar.

Biografia do Autor

Renata Cristina de Sousa Nascimento, Universidade Federal de Goiás

Doutora em História pela Universidade Federal do Paraná –UFPR (2005). Atualmente é professora da Universidade Federal de Goiás (UFG), da Universidade Estadual de Goiás (UEG) e da Pontifícia Universidade Católica (PUC-Go). Participante/ pesquisadora do Núcleo de Estudos Mediterrânicos (NEMED). Coordenadora do Grupo de Estudos Ibéricos (CNPq). Pesquisa temas relacionados à religiosidade medieval: Relíquias- Santidade- Peregrinações.

Publicado
2019-12-15
Como Citar
NASCIMENTO, R. C. DE S. A memória em trânsito: Uma leitura da Via Sacra enquanto construção coletiva. Sæculum – Revista de História, v. 24, n. 41, p. 24-34, 15 dez. 2019.