Menos não é mais? A recusa da superprodução na cultura do entretenimento: uma análise do show de Justin Bieber no Coachella 2026
DOI:
https://doi.org/10.22478/ufpb.1807-8931.2026v22n9.80695Palavras-chave:
Entretenimento. Espetáculo. Performance. Vulnerabilidade.Resumo
Este artigo analisa de que maneira a recusa parcial da superprodução no show de Justin Bieber no Coachella 2026 tensiona as expectativas de espetáculo na cultura do entretenimento contemporâneo. A pesquisa possui caráter qualitativo e exploratório, realizando uma análise estética e performática da apresentação a partir da observação de registros audiovisuais disponíveis na internet. O estudo articula discussões sobre espetáculo e hiperestimulação sensorial presentes em Guy Debord (2005) e Ivana Bentes (2005), bem como reflexões sobre presença, corpo e vulnerabilidade a partir de Amelia Jones (1997) e Leda Martins (2003). Observa-se que a performance reorganiza a lógica espetacular contemporânea por meio de uma estética marcada pela intimidade, desaceleração e vulnerabilidade performática.



