Crítica e disrupção: considerações sobre a prática e a teoria em Lukács na década de 20
DOI:
https://doi.org/10.18012/arf.v13i1.73127Palavras-chave:
Crítica, Stalinismo, Revolução, Dialética, EstratégiaResumo
O presente artigo aborda os principais escritos de Lukács na década de 20, enfatizando a relação existente entre o seu conteúdo teórico e os eventos históricos que acometeram Lukács entre os anos que correspondem o advento da Revolução Russa (1917) e a publicação das Blum-Thesen (1929). O ponto central deste artigo é elucidar como as visões de mundo do jovem filósofo húngaro de História e consciência de classe e do Lukács de Reboquismo e dialética, Moses Hess e Blum-Thesen se diferenciam por questões estratégicas, em tentativas de conciliar sua visão de mundo democrática-revolucionária, na esteira da influência da dialética hegeliano-marxista, e a Realpolitik soviética. Essa “posição estratégica” mantida em todo o período abordado pode ser percebida no final de sua vida, após o degelo do stalinismo, com um retorno de Lukács ao campo da crítica revolucionária à esquerda, com base em uma série de entrevistas concedidas entre os anos 60 e 70.
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Referências
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