Caminhos azuis: investigações ecofeministas de poesias oceânicas

Autores/as

  • Letícia Nogueira Romariz Medeiros UFMG

DOI:

https://doi.org/10.22478/ufpb.1887-8214.2026v41n1.78773

Palabras clave:

Ecofeminismo, Humanidades Azuis, Literatura de Povos Índigenas do Pacífico, Oceano

Resumen

Os estudos ecofeministas e ecocríticos vêm ganhando destaque nas últimas décadas em consonância com a maior preocupação global com a ecologia. Uma das questões que vêm sendo refletida na literatura é o estudo do oceano e as suas implicações para a vida humana e o equilíbrio do planeta. Este artigo propõe analisar três poemas do livro Indigenous Pacific Islander Eco-Literatures (2022), investigando como outras formas de pensar e retratar o fundo do mar e as suas formas de vida podem ajudar a construir uma visão de mundo e de vida mais inclusiva, equilibrada e harmônica. Perpassando teorias como a transcorporalidade (Alaimo, 2010), as “assemblages" e vitalidade da matéria (Bennet, 2010) , narrativas da matéria (Iovino; Opperman, 2014) e diferentes noções de espaço (Massey, 2005), este trabalho constata que os três poemas possuem uma percepção do oceano como fonte de vida e de equilíbrio planetário que não ocupa uma posição de igualdade, mas de primordialidade em relação à vida humana. Desta forma, a investigação aqui proposta desafia o antropocentrismo que funda nossas formas de conhecimento e de existência, sugerindo um caminho azul (e não apenas verde) para um futuro mais ecológico.

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Publicado

2026-08-14

Cómo citar

NOGUEIRA ROMARIZ MEDEIROS, Letícia. Caminhos azuis: investigações ecofeministas de poesias oceânicas. Revista Ártemis, [S. l.], v. 41, n. 1, 2026. DOI: 10.22478/ufpb.1887-8214.2026v41n1.78773. Disponível em: https://periodicos.ufpb.br/index.php/artemis/article/view/78773. Acesso em: 15 ago. 2026.

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