Montagem, inespecificidade e regime de imagem em Macao, de Valêncio Xavier
DOI:
https://doi.org/10.67017/breti.v2i01.78025Palavras-chave:
Valêncio Xavier, Instalação literária, Montagem, Inespecificidade, Regimes de visualidadeResumo
O presente artigo analisa Macao, quinta composição de Rremembranças da menina de rua morta nua e outros livros, de Valêncio Xavier, a partir da hipótese de que a obra se configura como uma instalação literária. Em diálogo com o conceito de arte inespecífica formulado por Florencia Garramuño, argumenta-se que a narrativa desloca fronteiras entre literatura, fotografia, cartografia e cinema, instaurando um regime de imagem que esvazia a centralidade do narrador. A técnica da montagem é compreendida, de um lado, à luz de Walter Benjamin, como experiência do choque e da fragmentação; de outro, como procedimento que exige uma reconfiguração histórica do olhar, conforme propõe Jonathan Crary. A noção de “gênio não-original”, de Marjorie Perloff, contribui para compreender a lógica citacional que organiza os materiais da obra. Conclui-se que Macao opera por meio da montagem de fragmentos verbais e visuais, instaurando uma experiência estética fragmentária que desloca a autoria e convoca um leitor ativo, capaz de produzir sentido na instabilidade.
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Referências
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