Fazendo apostas, da história a contrapelo à redistribuição
o manifesto estético-político do cinema documentário brasileiro em “Flor de Buriti”
Palavras-chave:
Cinema, estetica, povos originários, reconhecimento, Walter BenjaminResumo
O trabalho busca apresentar uma reflexão analítica do documentário “A Flor do Buriti” (2023) tendo bases ontológicas nas teses sobre cinema de Walter Benjamin e da ideia de história a contrapelo apresentada por Lowy (2005). No decorrer da análise fílmica fez-se necessário articular as noções de reconhecimento e redistribuição de Fraser (2002; 2024) aos conceitos de cosmovisão de Bispo (2023) e a crítica à modernidade presente nas reflexões de Ailton Krenak (2018; 2020 e 2022). Temos como base epistêmica a estética materialista antropológica que perceba pujança da materialidade estética como espaço de articulação e transformação da realidade sociocultural, que em si é histórica e antropológica. Compreendemos no filme o potencial de um manifesto político-estético mobilizador de reflexões em direção ao reconhecimento da luta de nossos povos originários e perceber no seu modo de vida soluções latentes para muitas questões políticas, ambientais e socioculturais resultados do “capitalismo canibal” que vivemos
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