CHINA MAGICALIZADA SOB O OLHAR OCIDENTAL: considerações sobre a teoria weberiana acerca do misticismo chinês

Autores

DOI:

https://doi.org/10.46906/caos.n34.71452.p133-152

Palavras-chave:

Weber, confucionismo, taoísmo, racionalidade.

Resumo

Este artigo visa investigar a interpretação de Max Weber sobre o confucionismo e o taoísmo, analisando se ele subestimou os elementos de racionalidade dessas tradições. A pesquisa revisa a visão weberiana que classifica as religiões chinesas como essencialmente mágicas. O estudo utiliza uma análise comparativa entre o confucionismo, taoísmo e protestantismo, considerando as implicações de uma leitura dualista entre Oriente mágico e Ocidente racional. Conclui-se que, embora Weber tenha fornecido uma valiosa contribuição teórica para a sociologia da religião, sua leitura das tradições chinesas desconsidera importantes aspectos de racionalidade e adaptação social, especialmente no que tange à educação e moralidade confucionistas, e ao pragmatismo taoísta.

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Biografia do Autor

Marcel Silva Luz, Universidade Federal da Paraíba (UFPB)

Professor do Centro Universitário Uniesp (2016) e professor substituto da UFPB (DCJ-Santa Rita), atua como consultor jurídico na empresa de desenvolvimento de artefatos digitais Mago Cinzento, na Virtualiza3D e na Políbio Alves Consultoria. Possui graduação em Direito pelo Instituto de Educação Superior da Paraíba (2012), especialista em Direito Tributário pelo Instituto de Educação Superior da Paraíba (2015), mestre em Desenvolvimento e Meio Ambiente pelo Prodema-UFPB (2022), doutorando em Sociologia pelo PPGS-UFPB (2024). Membro do Grupo de Pesquisa Educação Ambiental e Formação de Professores - EAFP da UFPB. Lattes: http://lattes.cnpq.br/4801751456527052.

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Publicado

2025-06-09

Edição

Seção

DOSSIÊ MUDANÇAS E PERMANÊNCIAS NO CENÁRIO DAS RELIGIÕES E ESPIRITUALIDADES

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