Do Texto ao Subtexto Nacional:

A Indadequação da Decolonialidade para Pensar o Negro no Brasil

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22478/ufpb.2763-9398.2026v25n.76481

Palavras-chave:

decolonialidade, racialidade, epistemologias do sul, negro no brasil, modernidade-colonialidade, tese da transparência

Resumo

A opção decolonial, conforme sistematizada por Mignolo e propagada pelo grupo Modernidade/Colonialidade, não se mostra adequada para pensar a condição negra no Brasil, uma vez que tende a deixar em segundo plano a racialidade na dinâmica moderno-colonial. Assim, este artigo busca investigar se a produção científica do Sul Global figurada por tais autores tem efetiva aplicabilidade na escrita do social, considerando o texto nacional e seu subtexto. Partindo da hipótese orientadora de que certas abordagens epistemológicas reproduzem o desejo destrutivo do pensamento pós-iluminista, em vez de desestabilizá-lo, é realizada uma escavação do pensamento (Silva, 2022) motivada pela leitura polivocal dos textos no Grupo de Estudos sobre a Mestiçagem (Gesam). O artigo, portanto, tensiona os limites da decolonialidade, apontando sua insuficiência para tratar da experiência prismática da pessoa negra no Brasil.

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Biografia do Autor

Julia Barroso da Silveira, Universidade do Estado do Rio de Janeiro

Julia B. Silveira é doutoranda e bolsista Capes no Programa de Pós-Graduação em Comunicação na Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Atualmente, investiga a identificação racial de pessoas negras no Brasil e o papel da memória nesse processo.

Lucas Daniel da Silva, Universidade Federal de Pernambuco

Lucas Daniel é roteirista e mestrando em Comunicação (UFPE). Coordena o Grupo de Estudos sobre Ficção e Imaginação Política e integra os grupos NosOutras e Estudos sobre Mestiçagens. Pesquisa raça, narrativas de redenção e pensamento anticolonial.

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Publicado

2026-04-02