Diversidade e estrutura de espécies arbustivo-arbórea em área destinada ao manejo florestal no município de São Francisco do Piauí, Piauí

Resumo

Objetivou-se estudar a atividade florestal no Piauí, utilizando a metodologia do Manejo Florestal Sustentável
da Caatinga, em área de mata nativa com vegetação de transição entre cerrado e caatinga no assentamento Sambaibinha no Município de São Francisco do Piauí (PI). Foi realizado inventário florestal constando 21 parcelas de 400 m2 cada (20 x 20 m), distribuídas aleatoriamente no interior das UPAs. A estrutura da vegetação foi avaliada por meio dos parâmetros usuais e os indivíduos encontrados no interior das parcelas que apresentaram CAP ≥ a 10 cm a 1,30 m do solo foram medidos, sendo tomadas também sua altura total. As famílias mais representativas foram Fabaceae (19), Apocynaceae (6), Combretaceae (6), Myrtaceae (4) e Vochysiaceae (3) e as espécies mais significativas quanto ao valor de importância foram Terminalia fagifolia Mart. & Zucc., Croton argyrophylloides Müll. Arg., Cenostigma macrophyllum Tul. e Aspidosperma multiflorum A. DC. A altura média estimada foi de seis metros, e a máxima de 14 metros. A cobertura vegetal apresentou densidade absoluta de 1.538,095 ind.ha-1 arbustivos arbóreos, e área basal no peito de 13,46 m².ha-1, correspondendo a 388,17 st.ha-1 de volume empilhado. O projeto viabiliza a exploração sustentável da vegetação do assentamento, trazendo com isso geração de renda para as famílias e ao mesmo tempo uma maior conservação dos recursos naturais.

Referências

Alcoforado-Filho FG, Sampaio EVSB e Rodal MJN. 2003. Florística e fitossociologia de um remanescente de vegetação caducifólia espinhosa arbórea em Caruaru, Pernambuco. Acta Botanica Brasilica, 17:289-305.

Alves-Júnior FT, Lins CF, Brandão S, Rocha KD, Silva JT, Maragon LC. 2007.Estrutura diamétrica e hipsométrica do componente arbóreo de um fragmento de mata atlântica, Recife-PE. Cerne, 13(1): 83-95.

APG IV. 2016. An update of the Angiosperm Phylogeny Group classification for the orders and families of flowering plants: APG IV. Botanical Journal of the Linnean Society, 181:1- 20.

BRASIL. Ministério do Meio Ambiente. Secretaria de Biodiversidade e Florestas. Departamento de Florestas. 2008. Programa Nacional de Florestas. Unidade de Apoio do PNF no Nordeste. Manejo sustentável dos recursos florestais da Caatinga / MMA. Secretaria de Biodiversidade e Florestas. Departamento de Florestas. Programa Nacional de Florestas. Unidade de Apoio do PNF no Nordeste. Natal: MMA.

Camargos JA, Czarneski CM, Meguerditchian I e Oliveira D. 2001. Catálogo de árvores do Brasil. Brasília: IBAMA/ Laboratório de Produtos Florestais.

Campelo FB. 2009. Uso sustentável integrado da biodiversidade na caatinga. Disponível em: http://www.sbs.org.br/destaques_usosustentavel.htm. Acesso em: 06 jul. 2016.

Carvalho AJE e Oliveira CR. 1993. Avaliação do estoque lenhoso. Inventário Florestal do Estado do Piauí. Projeto PNUD/FAO/IBAMA/BRA/87/007/ GOVERNO DO PIAUÍ. Documento de campo nº 26. (pág.32).

CEPRO. 1996. Diagnóstico das Condições Ambientais do Estado Piauí. Teresina.

CIENTEC – CONSULTORIA E DESENVOLVIMENTO DE SISTEMAS LTDA. 2011. Mata Nativa: Sistema para análise fitossociológica e elaboração de planos de manejo de florestas nativas. Versão 3.0.9, Viçosa: CIENTEC LTDA.

COMITÊ TÉCNICO CIENTÍFICO DA REDE DE MANEJO FLORESTAL DA CAATINGA. 2005. Rede de manejo florestal da Caatinga: protocolo de medições de parcelas permanentes / Comitê Técnico Científico. Recife: Associação Plantas do Nordeste, 21 p.

Coutinho LM. 1978. O conceito do cerrado. Revista Brasileira de Botânica, 1(1):17-23.

CPRM - Serviço Geológico do Brasil Projeto cadastro de fontes de abastecimento por água subterrânea. 2004. Diagnóstico do município de São Francisco do Piauí - PI, estado do Piauí/ Organizado [por] Robério Bôto de Aguiar, José Roberto de Carvalho Gomes. Fortaleza: CPRM/PRODEEM, 08 p.

Drumond MA, Kiill LHP e Nascimento CES. 2002. Inventário e Sociabilidade de Espécies Arbóreas e Arbustivas da Caatinga na Região de Petrolina, PE, Brasil Florestal, 21(74):37-43.

Farias RRS e Castro AAJF. 2004. Fitossociologia de trechos da vegetação do Complexo de Campo Maior, Campo Maior, PI, Brasil. Acta botanica brasílica, 18(4):949-963.

Forzza RC et al. 2015. Introdução. In: LISTA DE ESPÉCIES DA FLORA DO BRASIL. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: <http://floradobrasil.jbrj.gov.br/2010.>

Acesso em: 10 mar. 2015.

Higuchi N, Jardim FCS, Santos J e Alencar JC. 1985. Bacia 3 – Inventário diagnóstico da regeneração natural. Acta amazônica, 5(1-2):199-233.

IBAMA - Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – 1991. PORTARIA NORMATIVA N.º 83, de 26/09/1991. Disponível em:

< http://www.mp.go.gov.br/nat_sucroalcooleiro/Documentos/legislacao/Geral/florestas/flo10.pdf>

Acesso em: 10 mar. 2015.

Lemos JR. 2004. Composição florística do Parque Nacional Serra da Capivara, Piauí, Brasil Rodriguésia, 55(85): 55-66.

Lemos JR e Rodal MJN. 2002. Fitossociologia do componente lenhoso de um trecho da vegetação de caatinga no parque nacional serra da capivara, Piauí, Brasil. Acta botanica brasilica 16(1): 23-42.

Lorenzi H. 2002a. Árvores brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas do Brasil, volume 1. 4. Ed. Nova Odessa/SP: Instituto Plantarum.

Lorenzi H. 2002b. Árvores brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas do Brasil, volume 2. 2. Ed. Nova Odessa/SP: Instituto Plantarum.

Maia GN. 2004. Caatinga: árvores e arbustos e suas utilidades. São Paulo: Leitura & Arte, 413 p.

Meira-Neto JAA, Martins FR. 2003. Estrutura do subbosque herbáceo-arbustivo da mata da silvicultura, uma Floresta Estacional Semidecidual no município de Viçosa-MG. Revista Árvore, 27: 459-471.

Meunier IMJ. 2014. Análises de sustentabilidade de planos de manejo florestal em Pernambuco. Tese de doutorado, Universidade Federal Rural de Pernambuco, Departamento de Ciência Florestal. 137p. 2014.

Oliveira-Filho AT, Scolforo JRS e Mello JM. 1994. Composição florística e estrutura comunitária de um remanescente de floresta semidecídua montana em Lavras, MG. Revista Brasileira de Botânica, 17:167-182.

Pereira IML, Andrade LA, Barbosa MRV e Sampaio EVSB. 2002. Composição florística e análise fitossociológica do componente arbustivo-arbóreo de um remanescente florestal no Agreste Paraibano. Acta Botânica Brasilica, 16(3):357-369.

Pereira FM, Freitas BM, Alves JE, Camargo RCR, Lopes MTR, Neto JMV e Rocha RS. 2004. Flora apícola no Nordeste. (Embrapa Meio-Norte. Documentos, 104) Teresina: Embrapa Meio-Norte, 40p.

Queiroz LP. 2009. Leguminosas da caatinga. Feira de Santana: Universidade Estadual de Feira de Santana, 467 p.

Ribeiro JF, Sano SM, Macêdo J e Silva JA. 1983. Os principais tipos fisionômicos da região dos cerrados. Planaltina: CPAC/EMBRAPA. (Boletim de Pesquisa, n.21)

Riegelhaupt E, Pareyn FGC e Bacalini P. 2010a. O Manejo Florestal na Caatinga: Resultados da Experimentação. In: Gariglio MA et al. (orgs.) Uso sustentável e conservação dos recursos florestais da caatinga. Brasília: Serviço Florestal Brasileiro. p.256-275.

Riegelhaupt E, Pareyn FGC e Gariglio MA. 2010b. O Manejo Florestal como Ferramenta para o Uso Sustentável e Conservação da Caatinga. In: Gariglio MA et al. (orgs.) Uso sustentável e conservação dos recursos florestais da caatinga. Brasília: Serviço Florestal Brasileiro. p.346-366.

Rizzini CT. 1997. Tratado de fitogeografia do Brasil: aspectos ecológicos, sociológicos e florísticos. 2.ed. Rio de Janeiro: Âmbito Cultural. 747p.

SEMAR. Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos. 2005. Panorama da Desertificação no Estado do Piauí (Relatório de Consultoria), Teresina, Piauí, 21p. disponível em <http://www.mma.gov.br/estruturas/sedr_desertif/_arquivos/panorama_piaui.pdf>. acesso em 20-03-17.

Scolforo JSR. 1998. Modelagem do crescimento e da produção de florestas plantadas e nativas. UFLA/FAEPE, Lavras, p. 451.

Silva JA. 1994. Avaliação do estoque lenhoso. Inventário Florestal do Estado da Paraíba. Projeto PNUD/FAO/IBAMA/BRA/87/007/GOVERNO DA PARAIBA. Documento de Campo nº 21 (pág.32).

Silva-Júnior MC. 2005. Fitossociologia e estrutura diamétrica na mata de galeria do Pitoco, na reserva ecológica do IBGE, DF. Cerne, 11: 147-158.

Siqueira-Filho JA, Santos APB, Nascimento MFS, Santos FSE. 2009. Guia de Campo de Árvores da Caatinga. Petrolina: Editora e Gráfica Franciscana Ltda, 64p.

Publicado
2020-03-31
Como Citar
ANDRADE, F. N.; LOPES, J. B.; BARROS, R. F. M. DE; LOPES, C. G. R.; SOUSA, H. S. DE. Diversidade e estrutura de espécies arbustivo-arbórea em área destinada ao manejo florestal no município de São Francisco do Piauí, Piauí. Gaia Scientia, v. 14, n. 1, 31 mar. 2020.
Seção
Ciências Ambientais