Entre duas culturas: a fragmentação do sujeito no conto “The Mubenzi Tribesman”, de Ngugi Wa Thiong’o
DOI:
https://doi.org/10.22478/ufpb.1516-1536.2021v23n3.60187Palavras-chave:
Dualidade, Identidade, Fragmentação, Tradição, ModernidadeResumo
Este artigo analisa o conto “The Mubenzi Tribesman”, de Ngugi Wa Thiong’o, com o objetivo de investigar a fragmentação do sujeito do homem tradicional africano (que mora numa comunidade tribal e, eventualmente, tem que enfrentar a sociedade urbana pós-colonial do Quênia). O protagonista Waruhiu vive em um lugar que representa a tradição, uma aldeia Mubenzi. Na partida para ingressar em um curso superior na universidade, ele prometeu regressar à aldeia para servir ao seu povo. No entanto, enquanto está na universidade, ele encontra Ruth, que representa a modernidade, os costumes europeus e o consumismo na nova sociedade africana. Ele se apaixona por Ruth, e o casamento é uma consequência lógica. Ruth é africana, mas segue o estilo de vida europeu, e isso coloca Waruhiu em um dilema: por um lado, ele precisa manter seus votos para com sua tribo; por outro, ele precisa estabelecer um novo padrão de vida com sua esposa na sociedade capitalista da cidade. A metodologia de investigação baseia-se em abordagens teóricas que discutem tradição e modernidade, desenvolvidas por Balandier (1976), Habermas (2000), Mathews (2006). As questões pós-coloniais e identitárias são estudos de Bonnici (2000) e Hall (2003, 2006). Os resultados da pesquisa indicam que o personagem principal se divide em duas realidades: a vida tradicional de seu povo, que ele abandonou, e a sociedade moderna de sua esposa, que o pune quando ele tenta se inserir por métodos ilegais. Essa dualidade determina a fragmentação do sujeito e compromete seu futuro de forma permanente.
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