DISCUSSÕES BIOÉTICAS SOBRE CONTROLE SOCIAL, EUGENIA RACIAL BRASILEIRA E MANIPULAÇÃO GENÉTICA
DOI:
https://doi.org/10.22478/ufpb.1678-2593.2024v23n52.70986Palavras-chave:
Eugenia. Bioética. Branqueamento. Racismo Estrutural. Engenharia Genética.Resumo
O trabalho realiza estudo sobre a eugenia racial ocorrida no Brasil no início do Século XX. As medidas eugenistas, como o branqueamento, a esterilização e o controle de natalidade, foram implantadas com o objetivo de solucionar problemas sociais crônicos, realizando uma verdadeira limpeza social. Em resposta aos excessos da ciência, a bioética se consolidou para orientar as pesquisas envolvendo seres vivos. O foco do trabalho foi a confrontação das políticas eugênicas com a bioética, transportando a análise para problemáticas atuais, como a manipulação genética e seu potencial nocivo. A pesquisa se justifica pela inefetiva fiscalização da engenharia genética, principalmente em espaços privados, o que permitiria a prática de designer babies, para atender o desejo do ser humano perfeito. Atenta-se também ao controle da ciência pela elite, viabilizando uma retroalimentação da desigualdade, agora de natureza genética. Conclui-se que a velocidade do conhecimento científico permite uma nova forma de eugenia, sendo necessário o desenvolvimento de mecanismos efetivos de controle e a viabilização de acesso igualitário aos resultados da ciência, evitando-se a formação de uma elite geneticamente melhorada. A análise partiu de uma visão analítica sobre o caso selecionado, privilegiando a construção dedutiva, com respaldo na técnica de pesquisa bibliográfica.
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