O NÃO-LUGAR ARENDTIANO:
DIÁLOGOS POSSÍVEIS COM CERTEAU, AUGÉ E FOUCAULT
DOI:
https://doi.org/10.7443/problemata.v16i3.72864Palavras-chave:
Não-lugar, Sujeito, Solidão, Campos de ConcentraçãoResumo
Buscamos analisar a relação entre sujeito, solidão e não-lugar em Arendt, Augé, Certeau e Foucault. Investigamos como as relações de poder e as estruturas sociais, influenciadas pelos regimes capitalistas, neoliberais e totalitários, moldam o sujeito e sua percepção de mundo, explorando a concepção arendtiana de mundo, ação e discurso como condições fundamentais para o aparecimento no espaço público e confirmação de uma identidade única e distinta. A solidão, conforme discutida por Arendt, pode ser pensada em relação a um não-lugar como exposto por Augé, não apenas como perda de mundo, mas como um espaço que subjetiva experiências e deixa marcas no sujeito. Em regimes totalitários, a solidão é uma experiência radical de desconexão com o mundo, minando sua capacidade de reflexão e sua relação com os demais nos campos de concentração ou em uma sociedade de indivíduos massificados. Argumentamos que a solidão ocorre em um não-lugar, no sentido de que, perde-se o mundo e a sensação de pertencimento a esse mundo, perde-se a relação com o outro e consigo mesmo. A solidão não ocorre em um lugar no mundo, garantido e reconhecido, mas em um não-lugar, impermanente e inseguro, que pode ter importância central na constituição subjetiva individual.
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