OS ESPECTROS COMO MODO DE PRODUÇÃO CAPITALISTA E AS TELE-TECNOLOGIAS:
INJUNÇÕES E DISJUNÇÕES A PARTIR DE UMA LEITURA DE JACQUES DERRIDA
DOI:
https://doi.org/10.7443/problemata.v17i1.73641Palavras-chave:
Derrida, Espectrologia, Capitalismo, Tele-tecnologias, FarmacologiaResumo
O presente artigo tem por objetivo, primeiramente, discutir sobre o que considero ser a singularidade da perspectiva derridiana na leitura de Marx: a extração da ideia de fantasma/espectro que teria sido sufocada pela teoria materialista e por sua ontologia, conduzindo à ideia de que há um modo de produção do fantasma que suplementa a produção objetiva e materialista no capitalismo. Essa espectrologia resulta numa transformação inédita da questão do humano, através do que denomino aqui de homem-fantasma e sobre a qual pretende refletir mais detalhadamente. Através da leitura de Espectros de Marx, chegaremos a um segundo momento do artigo, que pretende relacionar, revisitando a entrevista Écographies de la télévision, através dos quase-conceitos de artefatualidade e virtuactualité, uma nova topolítica no mundo contemporâneo, capitaneada, não apenas, mas sobretudo, pelas novas tele-tecnologias. Finalmente, defendo que a atitude da desconstrução em relação a essas mutações deve ser compreendida como farmacológica, ou seja, que seus efeitos negativos ou positivos não estão dados na “coisa” em si, mas nos seus usos e promessas, em situação.
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