A CONSTITUIÇÃO DA VONTADE E A QUESTÃO DO LIVRO DIDÁTICO: ELEMENTOS CRÍTICOS PARA O ENSINO
Palavras-chave:
Trabalho intelectual, Despertar da vontade, Livro didático, Autonomia.Resumo
O artigo tem como objetivo o enfoque sobre a estrutura e o conteúdo que estão presentes nos livros didáticos no Brasil. Para completar essa finalidade, convidamos três pensadores, a saber, Émile Chartier, David Hume e Umberto Eco, que farão o trajeto elucidativo e conceitual sobre a vontade, com o intuito de corroborar a especificidade proposta neste ensaio. Na primeira passagem do texto, destaca-se a contribuição do manifesto de Émile Chartier sobre a condição de possibilidade do trabalho e da vontade como pressupostos imprescindíveis para o exercício intelectual do educando. Em seguida, contextualiza-se o conceito de vontade segundo David Hume, com o foco no trabalho intelectual, cujo intuito é alcançar o valor da liberdade como ponto de apoio que permite o despertar da vontade do aprendizado pela própria impressão interna que propicia o aprimoramento da percepção da mente. Em ambos os autores é possível perceber que esse despertar da vontade permite o desenvolvimento da autonomia para a criança. No entanto, percebe-se que os fatores que ajudam a elaboração desse processo (e que são pontualmente destacados por esses dois pensadores), podem ser engolfados por detalhes incidentes na superfície desse labor intelectual, de maneira a aniquilar as possibilidades do alcance dessa autonomia. Um bom exemplo desses detalhes se mostra (em boa parte) na estrutura dos livros didáticos programados no Brasil. E é assim que Umberto Eco acrescenta o último elemento importante para essa análise, que por fim, assinala o foco central desse trabalho como contribuição crítica para o ensino.Downloads
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