Desafios e Perspectivas da Educação do Campo na Luta Contra-Hegemônica por Transformação Social
Resumo
O presente estudo, vinculado a uma pesquisa de mestrado em andamento, tem como objetivo analisar os desafios e as perspectivas da Educação do Campo, ressaltando seu caráter contra-hegemônico e seu potencial enquanto projeto político-pedagógico voltado à transformação social e à emancipação dos sujeitos do campo. A investigação parte da seguinte questão: De que modo a Educação do Campo pode se consolidar como um projeto político-pedagógico de resistência e transformação social, diante dos limites impostos pelas políticas neoliberais e pela hegemonia do agronegócio? A pesquisa adota uma abordagem qualitativa, fundamentada na epistemologia do Materialismo Histórico Dialético e em diálogo com autores como Caldart (2002; 2009), Lima (2020), Molina e Freitas (2011), Molina e Sá (2012), Santos (2024). Os resultados preliminares indicam que, embora existam marcos legais importantes, persistem obstáculos como a precariedade das escolas, o distanciamento entre o poder público e os movimentos sociais e a insuficiência de políticas efetivas para os povos do campo. Conclui-se que a Educação do Campo deve ser compreendida como espaço de resistência, construção coletiva e afirmação de direitos diante do avanço do agronegócio e das políticas neoliberais.