CUIDAR, PRODUZIR, RESISTIR:
NARRATIVAS DE MULHERES NAS CIÊNCIAS AGRÁRIAS
DOI:
https://doi.org/10.22478/ufpb.3086-3562.2025.n1.75530Palavras-chave:
Gênero e ciência, Maternidade, Violência simbólica, Resistência feminina, Políticas institucionaisResumo
Analisamos como dez egressas do Programa de Pós-Graduação em Ciências Agrárias do IF Goiano negociam sua permanência em um campo científico patriarcal. A investigação qualitativa ancora-se na história oral, no Paradigma Indiciário e na Análise Dialógica do Discurso, permitindo interpretar vestígios de desigualdades em falas e silêncios. A interseccionalidade entre gênero, classe e território orienta a leitura das trajetórias como construções marcadas por múltiplas hierarquias. A triangulação dados–teoria gerou categorias de violência simbólica e resistência. Os resultados indicam que maternidade, cuidado ampliado e precariedade financeira limitam a permanência, mas também impulsionam redes de apoio e estratégias de reorganização do tempo. Conclui-se que políticas institucionais sensíveis ao cuidado, como creches, bolsas adaptadas e visibilidade feminina, são essenciais à equidade na ciência.
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