MARCHA DAS MULHERES NEGRAS DA PARAÍBA:
AFROCLUSÃO, RESISTÊNCIA E ENFRENTAMENTO DA RECUSA ATIVA DA AUTORIA
DOI:
https://doi.org/10.22478/ufpb.3086-3562.2025.n1.75686Palavras-chave:
Marcha das Mulheres Negras, Afroclusão, Centralidade negra, Produção de saberesResumo
A Marcha das Mulheres Negras na Paraíba articula memória, resistência e construção coletiva de conhecimento com forte ancoragem nas experiências locais. O objetivo deste artigo é analisar a Marcha das Mulheres Negras da Paraíba a partir do conceito de Afroclusão, compreendido como categoria teórica que nomeia a recusa ativa da autoria negra nos espaços de poder, de produção de saber e de estruturação institucional. A partir da pesquisa bibliográfica, envolvendo levantamento e análise de produções acadêmicas, documentos institucionais e registros de eventos chegou-se a resultados que indicam que a Marcha, ao articular ação coletiva, memória e produção política, evidencia mecanismos históricos de negação da autoria negra e, simultaneamente, afirma a centralidade das mulheres negras como produtoras de cultura, conhecimento e institucionalidade, confirmando o potencial analítico da Afroclusão para interpretar tais processos.
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