SOBRE “AQUELES QUE MANDAM NO LUGAR”: CORONELISMO, DOMINAÇÃO E RESISTÊNCIA NA REGIÃO SERRANA DO RIO GRANDE DO SUL DURANTE A PRIMEIRA REPÚBLICA

Autores

  • Marcio Antônio Both da Silva

Resumo

O objetivo deste artigo é discutir questões relativas ao modo como, durante o período da Primeira República, no contexto da região serrana do Rio Grande do Sul, se configuravam as relações coronelísticas. Em termos mais precisos, analiso o coronelismo como expressão da confluência de um fato político – a federalização instituída a partir da Constituição de 1891 – e de uma conjuntura econômica – as crises que marcaram o Brasil nas décadas iniciais do século XX. A partir deste ponto de vista, procuro perceber a realização local e mais particularizada do coronelismo. Especialmente, a forma como se constituíam as relações entre os chefes locais e as populações rurais que estavam sob sua esfera de influência. Dessa forma, procuro discutir com a literatura clássica sobre o tema, chamando atenção para a complexidade do coronelismo como fenômeno político e destacando que as relações de dominação que o caracterizam, antes de ser resultado da “ignorância” das populações rurais é produto de um processo histórico que, entre outras coisas, envolve a maneira como se constituiu a apropriação territorial no Brasil

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Publicado

2012-06-30

Como Citar

DA SILVA, M. A. B. SOBRE “AQUELES QUE MANDAM NO LUGAR”: CORONELISMO, DOMINAÇÃO E RESISTÊNCIA NA REGIÃO SERRANA DO RIO GRANDE DO SUL DURANTE A PRIMEIRA REPÚBLICA. Sæculum – Revista de História, [S. l.], n. 26, 2012. Disponível em: https://periodicos.ufpb.br/index.php/srh/article/view/15041. Acesso em: 16 jan. 2022.

Edição

Seção

Dossiê: História e Questão Agrária