CARLOS GARDEL COMO PATRIMÔNIO CULTURAL NA ARGENTINA

Autores

  • Alessander Mario Kerber Universidade Federal do Rio Grande do Sul

DOI:

https://doi.org/10.22478/ufpb.2317-6725.2017v36n36.29192

Palavras-chave:

patrimônio imaterial, Carlos Gardel, identidade nacional argentina, Buenos Aires

Resumo

No presente artigo, analiso as práticas de ativação patrimonial realizadas em Buenos Aires para promover Carlos Gardel como patrimônio imaterial dessa cidade e da nação argentina de 1998 até o final da primeira década do século XXI. Para tanto, utilizo, como fontes, a materialidade resultante dessas ações realizadas pelo governo municipal de Buenos Aires: a legislação estabelecida, as intervenções no bairro do Abasto - especialmente a criação do Museo Casa Carlos Gardel - e as publicações produzidas no intuito de afirmar Gardel como portenho e argentino. Em pesquisa realizada anteriormente, havia demonstrado como Gardel construiu uma versão sobre a identidade nacional argentina em suas músicas, imagem e performances, como o próprio artista frequentemente se apresentou como representante dessa nação e como essa versão teve sucesso entre os seus públicos argentinos (constituindo motivo de disputa com os uruguaios) no período entre 1916 e 1935. No presente artigo, abordando um contexto histórico muito distinto, demonstro como as discussões recentes acerca do patrimônio imaterial trouxeram novamente à tona um nacionalismo argentino verificável nas ações realizadas de promover Gardel como patrimônio argentino e portenho.

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Biografia do Autor

Alessander Mario Kerber, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Professor adjunto do Departamento de História e do PPG em História da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Doutor em História com pós-doutorado realizado junto à Universidade de São Paulo e pós-doutorado realizado junto à Universidad Nacional de Cuyo (Argentina)

Publicado

2018-03-27

Como Citar

KERBER, A. M. CARLOS GARDEL COMO PATRIMÔNIO CULTURAL NA ARGENTINA. Sæculum – Revista de História, [S. l.], v. 36, n. 36, 2018. DOI: 10.22478/ufpb.2317-6725.2017v36n36.29192. Disponível em: https://periodicos.ufpb.br/index.php/srh/article/view/29192. Acesso em: 24 jan. 2022.

Edição

Seção

Dossiê