“Não deixem a tinta coagular em suas canetas”: por uma escrita orgânica

Resumo

Nesse artigo me proponho a exercitar uma “escrita orgânica”, aceitando o convite de Glória Anzaldúa (2000). Com base em minha experiência com minha mãe e Dona Leonor, busco minimamente, perceber o funcionamento do dispositivo da racialidade, tal como Sueli Carneiro (2005) desenvolve. Tendo em mente a responsabilidade em criar novas configurações de poder e de conhecimento, como enfatiza Grada Kilomba (2019), também sugiro a possibilidade de estabelecermos um lugar de escuta a partir da compreensão efetiva do que é lugar de fala, via Djamila Ribeiro (2017).

Biografia do Autor

Susel Oliveira Rosa, Universidade Estadual da Paraíba
Professora do Departamento de História/Campus III/UEPB. Pós-Doutorado e Doutorado em História pela UNICAMP. Autora dos livros A biopolítica e a vida que se pode deixar morrer (SP: Paco Editorial, 2012) e Mulheres, ditaduras e memórias: não imagine que precise ser triste para ser militante (SP: Intermeios/Fapesp, 2013), atualmente é professora do Departamento de História da UEPB. Pesquisas em História do Brasil com ênfase no período da ditadura militar e enfoque nos temas: histórias de vida, violência, tortura, biopolítica, estado de exceção, mulheres, gênero, cuidado com o mundo e políticas da amizade.
Publicado
2019-12-15
Como Citar
ROSA, S. O. “Não deixem a tinta coagular em suas canetas”: por uma escrita orgânica. Sæculum – Revista de História, v. 24, n. 41, p. 236-247, 15 dez. 2019.
Seção
Dossiê: Mulheres, gênero e sertanidades