O espaço cênico em “Navalha na carne”: uma leitura semiótica da cenografia como dispositivo performativo
DOI:
https://doi.org/10.22478/ufpb.1807-8931.2026v22n5.78824Palavras-chave:
Cenografia. Semiótica teatral. Plínio Marcos. Navalha na Carne. Espaço performativo.Resumo
Este artigo analisa a cenografia da montagem de Navalha na Carne (2018), dirigida por Gustavo Wabner, com cenografia de Sérgio Marimba, a partir de uma abordagem semiótica. Escrita por Plínio Marcos em 1967, a peça apresenta personagens marginalizados em um quarto de pensão, espaço marcado pela opressão e pelo conflito. Fundamentada nos estudos de Patrice Pavis e Erika Fischer-Lichte, a análise compreende o espetáculo como um sistema de signos no qual o espaço cênico atua como dispositivo performativo. A metodologia baseia-se em pesquisa bibliográfica e na observação de um registro audiovisual da encenação. A análise demonstra que a cenografia não apenas ambienta a ação, mas produz sentidos em diálogo com o texto dramático. O cenário, concebido como um cubo em perspectiva, com elementos degradados e iluminação expressiva, materializa visualmente a violência, a marginalização e as relações de poder, configurando o espaço como dramaturgia visual e sensorial.



