SABER POPULAR E SABER CIENTÍFICO

Autores

  • Severino Felipe da Silva Grupo de Pesquisa em Extensão Popular (EXTELAR), da Universidade Federal da Paraíba (UFPB)
  • José Francisco de Melo Neto Universidade Federal da Paraíba

Resumo

Este trabalho visa entender a relação entre o saber popular e o saber científico, a partir da experiência de pesquisadores com a metodologia da pesquisa-ação, com a educação popular e com projetos/programas de extensão popular - expressão de um trabalho social e útil com a intencionalidade de conectar ensino e pesquisa e de promover mudanças. Além dessa experiência, são elementos da pesquisa fatos decorrentes da aplicação dessa metodologia de pesquisa e de ação, a respeito da possível existência de obstáculo\tensão na relação entre o saber popular e o saber científico, utilizando-se dos métodos indutivo, teórico-descritivo e bibliográfico. Com a realização desta pesquisa, constata-se a presença de "receios" nessa relação no ambiente acadêmico, mas não propriamente, como algo intransponível. Urge, pois, compreender como se processam as contribuições e os limites desses saberes, estabelecendo sínteses para novas ações na pesquisa e no campo filosófico da teoria do conhecimento.

Palavras-chave: Saber popular. Saber científico. Sabedoria.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Severino Felipe da Silva, Grupo de Pesquisa em Extensão Popular (EXTELAR), da Universidade Federal da Paraíba (UFPB)

Graduado em Pedagogia e membro do Grupo de Pesquisa em Extensão Popular (EXTELAR), da Universidade Federal da Paraíba (UFPB).

José Francisco de Melo Neto, Universidade Federal da Paraíba

Prof. Titular da UFPB. Participa do Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE) na linha de Pesquisa em Educação Popular. É membro da Incubadora de Empreendimentos Solidários (INCUBES-UFPB). Coordenador do Grupo de Pesquisa em Extensão Popular (EXTELAR) e do Núcleo Interdisciplinar de Pesquisa e Extensão em Economia Solidária e Educação Popular (NUPLAR).

Referências

ARISTÓTELES. Organon. Tradução Edson Bini. Bauru, SP: EDIPRO, 2005.

BORDA, Orlando Fals. Aspectos teóricos da pesquisa participante. In: BRANDÃO, Carlos Rodrigues. (Org.). Pesquisa participante. São Paulo: Brasiliense, 1981.

BORDIEU, Pierre. Compreender. In: ______ . .A miséria do mundo. 9. ed. Petrópolis: RJ, Vozes, 2012.

BURKE, James; ORNSTEIN, Robert. O presente do fazedor de machados: os dois gumes da história da cultura humana. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1998.

CORETH, Emerich. Questões fundamentais da hermenêutica. São Paulo: Ed. da Universidade de São Paulo, 1973.

CHIZOTTI, Antonio. Pesquisa qualitativa em ciências humanas e sociais. Petrópolis, RJ: Vozes, 2006.

DELVIN, Keith. O gene da matemática. Tradução: Sérgio Moraes Rego. 3. ed. Rio de Janeiro: Record, 2006.

DENZIN, N. K.; LINCOLN, Y. S. O planejamento da pesquisa qualitativa: teorias e abordagens. 2. ed. Porto Alegre: Artmed, 2006.

DESCARTES, R. Discurso do método. São Paulo: Abril Cultural, 1973. (Coleção os Pensadores)

DIONNE, Hugues. A pesquisa-ação para o desenvolvimento local. Tradução de Michel Thiollent. Brasília: Liber Livro, 2007.

GADAMER, H. G. Verdade e método: traços fundamentais de uma hermenêutica filosófica. Petropólis, RJ: Vozes, 1997.

GALIMBERTI, Umberto. Psiche e techne: o homem na idade da técnica. São Paulo: Paulus, 2006.

GEERTZ, Clifford. O saber local: novos ensaios em antropologia interpretativa. 13. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2013.

GLEISER, Marcelo. A ilha do conhecimento: os limites da ciência e a busca por sentidos. Rio de Janeiro: Record, 2014.

HABERMAS, Jurgen. A ideia de universidade: processos de aprendizagem. Revista brasileira de estudos pedagógicos, Brasília, v. 74, p, 111-133, jan/abr 1993. Disponível em: <http://www.emaberto.inep.gov.br/index.php/RBEP/article/viewFile/376/381>. Acesso em: 20 jun. 2014.

HOLLIDAY, Oscar Jara. Para sistematizar experiências. João Pessoa: Editora da UFPB, 1996.

JAEGER, Werner Wilhelm. Paidéia: a formação do homem grego. 3. ed. São Paulo: Martins Fontes, 1994.

JAPIASSU, Hilton. Interdisciplinaridade e patologia do saber. Rio de Janeiro: Imago, 1976.

KANT, Immanuel. Crítica da razão pura e outros textos filosóficos. São Paulo: Abril Cultural, 1974. (Coleção os Pensadores).

KAUFMANN, Jean-Claude. Entrevista compreensiva: um guia para pesquisa de campo. Petrópolis, RJ: Vozes; Maceió, AL: Edufal, 2013.

KUHN, Thomas S. A estrutura das revoluções científicas. 8. ed. São Paulo: Perspectiva, 2003.

MARX, Karl. Para a crítica da economia política. São Paulo: Abril Cultural, 1974. (Coleção os Pensadores).

MARX, K.; ENGELS, F. Crítica da educação e do ensino. Lisboa: Moraes, 1978.

MELO NETO, José Francisco de. Extensão popular,autogestão e educação popular. João Pessoa: Editora da UFPB, 2004.

______ . Extensão popular. João Pessoa: Editora da Universidade Federal da Paraíba, 2006.

______. Perspectivas epistemológicas da educação popular. In: BRAYNER, Flávio. (Org.). Educação Popular: novas abordagens, novos combates, novas perspectivas. Recife: Editora da UFPE, 2013.

PEREIRA, Otaviano. O que é teoria? 7. ed. São Paulo: [s.n.], 1982.

PEREIRA, Sandra Maria Borba. O ato pedagógico como ato gnoseológico em Paulo Freire - ensinar como uma aventura criadora. 2010. Tese (Doutorado em Educação) – Programa de Pós-Graduação em Educação/PPGEd da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2010.

POINCARÉ, Henri. O valor da ciência. Rio de Janeiro: Contraponto, 1995.

RICHARDSON, Roberto Jarry. Como fazer pesquisa-ação?. In: ______. Pesquisa-ação: princípios e métodos. João Pessoa: Editora da Universidade Federal da Paraíba, 2003.

SANTANA, Arão Paranaguá de. Experiência e conhecimento em teatro. São Luís: EDUFMA, 2013.

SANTOS, Boaventura de Sousa; MENESES, Maria Paula (Orgs.). Epistemologias do sul. São Paulo: Cortez, 2010.

SOARES, Luís Havelange. A dialética entre o concreto e o abstrato no ensino de matemática: contribuições dos recursos computacionais. 2014. Tese (Doutorado em Educação) – Programa de Pós-Graduação em Educação/PPGE, da UFPB/CAMPUS I, João Pessoa, 2014.

SODRÉ, Eduardo. Entrevista. João Pessoa: Grupo de Pesquisa em Extensão Popular - EXTELAR, 2014. Mimeografada.

SILVA, Rosália de Fátima e. Para compreender a "entrevista compreensiva". Revista - Educação em Questão. Revista do PPGEd da UFRN, Natal,RN, v. 26, n. 12, p. 31-51, maio/ago. 2006.

WALLERSTEIN Immanuel. As estruturas do conhecimento ou quantas formas temos nós de conhecer? In: SANTOS, Boaventura de Sousa. (Org.). Conhecimento prudente para uma vida decente: um discurso sobre as ciências revisitado. São Paulo: Cortez, 2004.

Downloads

Publicado

2015-12-29

Como Citar

SILVA, S. F. da; MELO NETO, J. F. de. SABER POPULAR E SABER CIENTÍFICO. Revista Temas em Educação, [S. l.], v. 24, n. 2, p. 137–154, 2015. Disponível em: https://periodicos.ufpb.br/ojs2/index.php/rteo/article/view/25060. Acesso em: 17 jan. 2022.

Edição

Seção

PONTOS DE VISTAS/NOTAS/COMENTÁRIOS