ELOS DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL SUSTENTÁVEL: CAMINHOS PARA UMA PEDAGOGIA CONTEXTUALIZADA NO SEMINÁRIO PARAÍBANO

Autores

  • Francisco José Abílio UFPB
  • Hugo Silva Florentino UFCG

Resumo

Na tentativa de (re)construir caminhos para a uma proposta de Educação Ambiental (EA) crítica, reflexiva e emancipatória, propomos neste artigo, construir o que chamamos de cinco “elos” ou “perspectivas" essenciais para entender e desenvolver ações/projetos de Educação Ambiental contextualizada para o semiárido. Propomos então, não hierarquicamente, os seguintes elos: 1. Ecopedagogia - Pedagogia Ambiental contextualizada para o semiárido; 2. Economia Ambiental sustentável na região semiárida: Economia para (no, com) o Meio Ambiente e Agricultura Familiar no contexto do Bioma Caatinga; 3. Ecologia e Eco-Desenvolvimento sustentável; 4. Etnometodologias: Etnopesquisa, Etnografia, Etno-Fenomenologia em projetos de pesquisas com Educação Ambiental no semiárido; 5. Ética Ambiental. Pensar a EA na escola implica um processo educativo que estabeleça novas formas de se interrelacionar com o ambiente e que se utilize da sua complexidade como fonte de aprendizagem que proporcione a reconstrução de sentidos e permitam uma nova vivência planetária. Nesse sentido, nada mais adequado que buscarmos o desenvolvimento da cidadania e formação de uma sensibilização/consciência ambiental nas escolas da educação básica, sendo a mesma o local adequado para a realização de um ensino ativo e participativo, buscando o conhecimento e a importância da conservação do Bioma Caatinga para uma melhor qualidade vida e sustentabilidade biorregional.

Palavras-chave: Educação. Educação Ambiental. Convivência com o semiárido. Sustentabilidade. 

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

AB’SABER, A.N. Sertões e sertanejos: uma geografia humana sofrida. Estudos Avançados, São Paulo, v. 13, n. 36, p. 07-59, 1999.

ABÍLIO, F.J.P. ; FLORENTINO, H. da S. Impactos Ambientais na Caatinga. In: ABÍLIO, F.J.P. (Org.). Bioma Caatinga: ecologia, biodiversidade, educação ambiental e práticas pedagógicas. João Pessoa: UFPB/Ed. Universitária, 2010. p. 73-102.

ABÍLIO, F.J.P. Educação Ambiental: conceitos, princípios e tendências. In: ABÍLIO, F.J.P. (Org.). Educação Ambiental para o semiárido. João Pessoa, PB: Editora Universitária da UFPB, 2011, p. 97-136.

AMÂNCIO, C. O porquê da educação ambiental? Corumbá: Embrapa Pantanal, 2005. ADM – Artigo de Divulgação na Mídia, n.109. Disponível em http://www.cpap.embrapa.br/publicacoes/online/ADM83 acesso em: 21 mar. 2005.

ANDRÉ, M.E.D.A. Etnografia da prática escolar. Campinas, SP: Papirus, 18. ed., 2011.

ANGROSINO, M. Etnografia e Observação Participante. Porto Alegre: Artmed, 2009.

BEAUD, S.; WEBER, F. Guia para a pesquisa de campo: produzir e analisar dados etnográficos. Petrópolis: Vozes, 2007.

BOFF, L. Ecologia, mundialização, espiritualidade. São Paulo: Editora Ática S.A., 1993.

CARNEIRO, S.M.M. A Educação Ambiental e a Formação de Educadores: pesquisas em escolas do ensino fundamental. In: GUERRA, A.F.S.; TAGLIEBER, J.E. (Orgs.). Educação Ambiental: Fundamentos, Práticas e Desafios. Itajaí: Univali, 2007. p. 183-196.

CARVALHO, L.D. A emergência da lógica da convivência com o semiárido e a construção de uma nova territorialidade. In: RESAB. Educação para a convivência com o semiárido: Reflexões Teórico-práticas. Juazeiro: RESAB, 2006. p. 13-27.

DUARTE, R. S. O Estado da arte das tecnologias para a convivência com as secas no Nordeste. Recife: Fundação Joaquim Nabuco; Fortaleza: BNB, 2002. (SérieEstudos sobre as secas no Nordeste).

DUQUE, G. Agricultura familiar em áreas com risco de desertificação: o caso do Brasil semiárido. In: MOREIRA, E. (Org.). Agricultura familiar e Desertificação. João Pessoa: Editora Universitária/UFPB, 2006. p. 77-90.

FARIAS, A. E. M.; PINHEIRO, J. N. P. Educação para a convivência com o semiárido: contribuições para o ensino de história. Revista homem, espaço e tempo, n. 1, v.1, p. 16-28, 2011.

FEITOSA, A.A.F.M.A. Educação para Convivência no contexto do semiárido. In: ABÍLIO, F.J.P. (Org.). Educação Ambiental para o semiárido. João Pessoa, PB: Editora Universitária da UFPB, 2011. p. 137-203.

FREIRE, P. Conscientização: teoria e prática da libertação- uma introdução ao pensamento de Paulo Freire. São Paulo: centauro, 1997.

______. Educação Como prática de Liberdade. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2009.

______. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 2011.

______. Pedagogia do Oprimido. 35. ed. São Paulo: Paz e Terra, 2003.

______. A carta da Terra na Educação. São Paulo: Editora e Livraria Instituto Paulo Freire, 2010. (Cidadania Planetária).

GUTIÉRREZ, F.; P.C. Ecopedagogia e Cidadania Planetária. São Paulo: Cortez, 2008.

HAGUETTE, T.M.F. Metodologias Qualitativas na Sociologia. 9. ed. Petrópolis: Vozes, 2003.

IRPAA. Referencial Curricular de Educação para Convivência com o Semi-Árido. Bahia:Juazeiro: Mimeo, 2003.

JACOBI, P. Educação Ambiental, Cidadania e Sustentabilidade. Cadernos de Pesquisa, n.118, p.1-19, 2003.

JUNGES, J.R. Ética Ambiental. Porto Alegre: Ed. Unisinos, 2004.

KÜSTER, A.; MARTÍ, J.F.; MELCHERS, I. Tecnologias Apropriadas para Terras Secas: Manejo sustentável de recursos naturais em regiões semiáridas no Nordeste do Brasil. Fortaleza: Fundação Konrad Adenauer, 2006.

LAYRARGUES. P. P. Educação para a Gestão Ambiental: a cidadania no enfrentamento político dos conflitos socioambientais. In: LOUREIRO, C. F. B.; ______. CASTRO, R. S. de (Org.). Sociedade e meio ambiente: a educação ambiental em debate. São Paulo: Cortez, 2002. p. 87-155.

LEFF, E. Aventuras da Epistemologia Ambiental: da articulação das Ciências ao Diálogo de Saberes. São Paulo: Cortez, 2012.

LIMA, E.S. Educação Contextualizada no Semi-Árido: construindo caminhos para formação de sujeitos críticos e autônomos. 2006. Monografia (Especialização em Docência) – Faculdade Santo Agostinho, Teresina, 2006. Disponível em http://www.ufpi.br/mesteduc/eventos/ivencontro/GT16/educacao_contextualizada.pdf acesso em: 30 jul. 2008.

LIMA-E-SILVA, P.P. et al. Dicionário Brasileiro de Ciências Ambientais. Rio de Janeiro: THEX, 2002.

LOUREIRO, C. F. B. Trajetória e fundamentos da educação ambiental. 2. ed. São Paulo: Cortez, 2006.

LOZANO, M.S.; MUCCI, J.L.N. A educação ambiental em uma escola da rede estadual de Ensino no município de Santo André: análise situacional. Rev. Eletrônica Mest. Educ. Ambient., Rio Grande, v. 14, p.132-151, 2005.

MACEDO, R.S. A Etnopesquisa Crítica e Multirreferencial nas Ciências Humanas e na Educação. Salvador, BA: EDUFBA, 2. ed. 2004.

MARTINS, J. da S. Anotações em torno do conceito de Educação para a convivência com o semi-árido. In.______. Educação para a convivência com o semi-árido: reflexões teórico-práticas. Juazeiro: Secretária Executiva da RESAB. 2004, p. 35-36.

______. Tecendo a Rede: Notícias críticas do trabalho de descolonização curricular no Semi-Árido Brasileiro e outras excedências. Tese (Doutorado em Educação) -Programa de Pós-Graduação em Educação. Universidade Federal da Bahia, 2006.

______; LIMA, A. R. Educação com o pé no chão do sertão: Proposta Político Pedagógica para as escolas Municipais de Curaçá. Curaçá: IRPAA/PMC/UNICEF/Fundação Abrinq, 2001.

MATA, H.T.C.; CAVALCANTI, J.E.A. A Ética Ambiental e o Desenvolvimento Sustentável. Revista de Economia Política, vol. 22, n.1 p.85, janeiro-março/2002.

MATTOS, B. Introdução. In: KUSTER, Â.; MATTOS, B. (Org.). Educação no contexto do Semi-árido brasileiro. Fortaleza: Fundação Konrad Adenauer, 2004. 21-24.

MENDES; B. V. Biodiversidade e Desenvolvimento Sustentável no Semiárido. Fortaleza: SEMACE, 1997.

MOREIRA, E. Agricultura familiar e desertificação. (Org.). João Pessoa: UFPB/ Ed. Universitária, 2006.

MORIN, E. A Cabeça Feita: repensar a reforma, reformar o pensamento. 12. ed. Tradução Eloá Jacobina. – Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2006.

______. Os sete saberes necessário à educação do futuro. 3. ed. São Paulo: Cortez; Brasília, DF: UNESCO, 2001.

REIGOTA, M. Meio Ambiente e Representação Social. São Paulo: Cortez, 1998.

REIS, E. dos S. Educação para a Convivência com o Semiárido: desafios e possibilidades. 2012. Disponível em: <http://www.ppgesa.uneb.br/arquivos/ECS-DP.pdf>. Acesso em: 22 de nov. 2014.

RIBEIRO, W.C.; LOBATO, W.; LIBERATO, R.C. Notas sobre Fenomenologia, Percepção e Educação Ambiental. Sinapse Ambiental, setembro, 2009.

SACHS, I. Desenvolvimento, includente, sustentável sustentado. Rio de Janeiro: Garamond, 2008.

SANTOS, J.M. Estratégias de Convivência para a Conservação dos Recursos naturais e mitigação dos efeitos da desertificação no semiárido. In: LIMA, R. da C.; CAVALCANTE, A. de M.B.; PEREZ-MARIN, A.M. Desertificação e mudanças climáticas no semiárido brasileiro. Campina Grande: INSA-PB, 2011, p. 163-184.

SATO, S. Apaixonadamente pesquisadora em Educação Ambiental. Educação, Teoria e Prática, n 16/17, p. 24-35. 2001.

SILVA, A.P. de. O conceito de educação contextualizada na perspectiva do pensamento complexo: um começo de conversa. Texto apresentado ao Curso de Espacialização Em Educação Contextualizada para a Convivência com o Semiárido Brasileiro. Universidade Federal de Campina Grande, Sumé, 2010.

SILVA, E. P. R. Unidades de Conservação do Semiárido Brasileiro – Bioma Caatinga. PNCD/REDESERT. Disponível em: . Acesso em: 14. nov. 1999.

SILVA, R. M. A. Entre o combate à seca e a convivência com o semi-árido: transições paradigmáticas e sustentabilidade do desenvolvimento. Tese (Doutorado em Desenvolvimento sustentável) – Universidade de Brasília, Brasília, DF, 2006.

SOUZA, I.P.F. A gestão do currículo escolar para o desenvolvimento humano sustentável do semi-árido brasileiro. São Paulo: Peirópolis, 2005.

SUDEMA. Política Estadual de Controle da Desertificação. João Pessoa: volume 1, 2000.

TRAVASSOS, E.G. A prática da Educação Ambiental nas Escolas. Porto Alegre: Mediação, 2006.

TRISTÃO, M. Tecendo os fios da Educação Ambiental: o subjetivo e o coletivo, o pensado e o vivido. Educação e Pesquisa. n. 31, v. 2, p. 251-264, 2005.

TUAN, YI-FU. Topofilia: um estudo da percepção, atitudes e valores do Meio Ambiente. Londrina: Eduel, 2012.

WIELEWICKI, V.H.G. A pesquisa etnográfica como construção discursiva. Acta Scientiarum, Maringá, n. 23, v.1, p. 27-32, 2001.

WOLKMER, M.F.S.; PAULITSCH, N.S. Ética Ambiental e Crise Ecológica: reflexões necessárias em busca da sustentabilidade. Veredas do Direito, Belo Horizonte, n.8, v.16, p. 211-233, 2011.

Downloads

Publicado

2016-12-22

Como Citar

ABÍLIO, F. J.; FLORENTINO, H. S. ELOS DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL SUSTENTÁVEL: CAMINHOS PARA UMA PEDAGOGIA CONTEXTUALIZADA NO SEMINÁRIO PARAÍBANO. Revista Temas em Educação, [S. l.], v. 25, p. 172–193, 2016. Disponível em: https://periodicos.ufpb.br/ojs2/index.php/rteo/article/view/25276. Acesso em: 28 set. 2021.