Poéticas indígenas: femininos-corpos-territórios em retomada para flechas-futuros-possíveis
DOI:
https://doi.org/10.22478/ufpb.1887-8214.2026v41n1.78540Palavras-chave:
Literatura brasileira, Mulheres indígenas, Corpo-território, PoesiaResumo
Ao desenhar mundos para corpos-territórios desprovidos e desapossados da terra, poetas indígenas brasileiras performam um espetáculo pungente por meio de sua produção literária: corpos-poemas que clamam por etnicidade e ancestralidade. As escritoras oferecem outras maneiras de entender e experimentar o planeta, tensionando os limites entre saberes locais e a colonialidade, o que possibilita a experiência de prospecção de outros futuros possíveis, diferentes deste (capitalista) que se aproxima, fadado às catástrofes geoclimáticas e ao nosso fracasso como humanos. Este artigo propõe uma leitura de três poetas indígenas contemporâneas, cada uma delas pertencente a grupos étnicos diversos: Márcia Kambeba, Txai Suruí e Auritha Tabajara. A escolha justifica-se, pois todas elas exploram a concepção de corpo-território, embora com pontos de vista aparentemente distintos, a concepção de corpo-território como obstinação contra-colonial. Para tanto, utilizaremos como suporte metodológico analistas dos povos originários majoritariamente brasileiros como Eliane Potiguara (2024), Creuza P. Krahô (2023), Nego Bispo (2021), entre outras/os.

