Nature fights Back: an ecofeminist reading of Gold Fame Citrus by Claire Vaye Watkins
DOI:
https://doi.org/10.22478/ufpb.1887-8214.2026v41n1.78787Palavras-chave:
Climate crisis, Contemporary Literature, Dystopia, Ecofeminism, Nature writingResumo
A relação entre humanos e natureza tem sido um tema recorrente na literatura. O romance distópico Gold Fame Citrus, de Claire Vaye Watkins, especula sobre as implicações futuras da seca no estado da Califórnia, Estados Unidos, imaginando seus impactos na vida de indivíduos e comunidades e as mudanças em sua relação com a paisagem. No romance, a escrita sobre a natureza é frequentemente empregada para representar esse ambiente em transformação. Um elemento significativo nesse cenário distópico é a caracterização do Amargosa Dune Sea, um mar de dunas em expansão que ameaça cobrir toda a região e, assim, molda a vida das pessoas. Neste artigo, sob uma perspectiva ecofeminista, analisamos as representações da natureza em Gold Fame Citrus para investigar como a escrita sobre a natureza pode reescrever paradigmas distorcidos e novos modos de agência. Demonstramos que, em vez de matéria passiva, a natureza é imbuída de agência e poder nessa narrativa, o que desafia valores androcêntricos como o poder e o controle sobre a natureza e o instrumentalismo. Dessa forma, a distopia de Watkins tem um efeito de alerta a respeito da urgência de lidar com a crise climática, bem como sobre a necessidade de repensar as maneiras como discutimos, representamos e nos relacionamos com a natureza.

